Temos o que denunciar, temos do que falar. Ainda. Primeiro: A compra da Pasadena ainda na Berlinda. A CGU acusa que a Petrobras pagou 50% do valor, ou seja, US$ 360 milhões. Pelo contrato, após uma briga judicial, teve de adquirir o restante no valor de US$ 1,2 bilhão. A CGU concluiu que a Petrobras pagou a mais US$ 659,4 milhões pela "ruivinha", bem "enferrujadinha". Jorge Hage, ministro do CGU, de quem, aliás, os espertalhões se livraram, ironizou dizendo que a compra "não foi mau negócio.

Houve má-fé mesmo".

Resultado da compra: 22 processos contra as pessoas investigadas. Mas é incrível que Dilma e Graça estejam isentas, apesar de ligações quanto às obrigações no exame da transação. Na Justiça estão denunciados 39 como réus: Nestor Cerveró, Fernando Soares, Fernando Baiano, Júlio Camargo, e ainda Alberto Youssef, entre eles.

Depois: Segundo investigações da Polícia, Cerveró e Baiano receberam US$ 40 milhões (R$ 108 milhões), em compras de sondas.

Júlio Camargo, pela delação premiada, entregou Baiano, este de grande influência na estatal e empresas, e responsável por passar propina ao PMDB.

Na CPI mista, aquela de conveniência, o relator Marco Maia, depois de isentar, agora pede o afastamento da presidente da Petrobras, Graça Foster. Nessa comédia, há um certo cuidado com Graça Foster, por causa dos fortes laços de amizade com a presidente Dilma.

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Em ato emocionante, Graça Foster, ao defender-se, diz que precisa ser investigada. Mas a questão não é de investigação de ações, mas de omissões, acomodação, irresponsabilidades. Em um momento de descontração, o relator e Gim Ângelo, caíram na gargalhada da própria comédia, na cena em que poupam os políticos que se beneficiaram da roubalheira. "Riem, de quê"?

A oposição também apresentou relatório paralelo em que pede o indiciamento de Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, de Graça Foster, por prevaricação, de Cosenza, do ex-ministro Mário Negromonte, do ex-deputado André Vargas, do deputado Luiz Argolo, do ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli e de mais 36 pessoas, incluindo o senador Fernando Collor.

A oposição ainda pede o indiciamento da presidente Dilma Rousseff, que estava à frente do Conselho de Administração quando a Refinaria de Pasadena foi comprada, por improbidade administrativa. Ainda para a oposição há, contra Dilma, o caso do desrespeito à lei de responsabilidade fiscal.

Quando da tentativa de votação dos relatórios, mais comédia. Não aconteceu nada, e tudo ficou para o outro mandato.

Será que há uma dependência ao poder executivo?

Na sequência, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em fevereiro de 2015 (é preciso a homologação da delação premiada), pedirá investigação contra parlamentares em virtude de envolvimentos nas irregularidades ocorridas na Petrobras, apontadas na Operação Lava Jato. Pelo menos 30 políticos compõem o alvo da investigação. Comédia ou drama?

Os "sem mandato" responderão na justiça comum. Os "com mandato" responderão perante o STF, este com novos integrantes. Vamos esperar para ver...

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