Lamentável a declaração do Secretário de Mobilidade e Controle Urbano do Recife, João Braga, ao afirmar que o cadastramento é a melhor opção para curto prazo, quando, na verdade, nunca foi pensado nada para que fosse diferente, nem a médio, nem a longo prazo. Entender que essa política "dos males o menor" é a melhor, é ratificar a incompetência administrativa. As desculpas alegadas quanto a dificuldade de eliminar essa praga, e ainda querer a colaboração dos usuários para coibir abusos, é, literalmente lavar as mãos e jogar o cidadão à sanha desses doutos donos do espaço público.

Considerar esse problema como normal nas cidades do Brasil e, por isso, não lutar contra, é não querer pensar em educar o povo para defender seus direitos, nem em proteger o cidadão que paga impostos para poder utilizar a cidade, seu bem comum.

Se temos que engolir os ambulantes, que mancomunados com os comerciantes, vendem produtos de origem duvidosa, sonegam impostos, atrapalham a fluidez das vias, além de sujá-las, podemos, pelo menos, ver que eles estão trabalhando com algum produto, comprando e vendendo, e o cidadão só entra em contato com eles se, e quando quiser.

Os flanelinhas, ao contrário, não têm produto para vender, e cobram, descaradamente, por um espaço público, de uso, por direito, do cidadão, que nessa hora se vê constrangido a ceder à abordagem e pagar. Ou seja, o sujeito não compra mercadoria, não vende nada, não contribui para a Receita da cidade, e ainda recebe para ficar na rua acenando uma flanela.

De quebra, na escala progressiva da deseducação, os motoristas acabam por nem se interessar em aprender a fazer baliza para estacionar, uma vez que tem sempre um desses orientadores para dizer se pode ir um pouco mais para trás.

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Pouco importa para o cidadão comum, que quer estacionar seu automóvel nas ruas, se o flanelinha tem ou não crachá. Ele quer, de verdade, não ser importunado por um indivíduo qualquer toda vez que precisa parar seu carro.

Se a prefeitura não dispõe de outra opção e quer sugestões, aqui vai uma: privatize os espaços públicos. Com uma empresa dessas "park" da vida, pelo menos a receita da municipalidade iria aumentar, poderia até haver contratação de funcionários para fazer o trabalho, que hoje é autônomo e completamente sem parâmetros.

Pouco adianta dizer que vai haver controle, pois, sabemos que isso não ocorrerá, e que em pouco tempo tudo voltará à mesma situação. Quer outra: institua um tíquete para que o motorista dê ao "funcionário público" da rua. Em vez de dar dinheiro, que seja dado um tíquete que o flanelinha usará para trocar por dinheiro na Prefeitura. O motorista poderá comprar quantos tíquetes quiser e, dessa forma, não será acossado pelos vagabundos para que soltem uma grana viva.

Se a prefeitura começar a pagar (mesmo recebendo pela venda dos tíquetes) a esses inoportunos agentes de estacionamento público, talvez ela comece a pensar diferente, e ache uma opção melhor para agir que não seja o cadastramento que oficializa essa roubalheira sem armas ao cidadão.

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