A corrupção de que está sendo vítima a Petrobras ganha elementos. Um deles é a aceitação por parte da Justiça da denúncia que mantém os empreiteiros presos. Outro, é a denúncia da geóloga Venina Velosa da Fonseca, que foi gerente executiva de Paulo Roberto Costa, quando este era Diretor de Abastecimento. Empreiteiros presos. Na denúncia: crise na administração de Graça Foster, preocupação para o PT.

Viraram réus os executivos Gerson de Melo Almada, Carlos Eduardo Strauch e Newton Prado Júnior, da Construtora Engevix; o seu ex-diretor Luiz Roberto Pereira e mais Costa e Youssef, e ainda três pessoas ligadas a este. São acusados pelo Ministério Público por 33 atos de corrupção e 31 atos de lavagem de dinheiro.

O STF, por seu ministro Teori Zavascki, negou habeas corpus para dez executivos das empreiteiras acusadas.

Permanecem presos também Fernando Soares, lobista; e Fernando Baiano, do esquema do PMDB. Gérson Almada, pelo despacho do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná, continua em prisão preventiva.

Quanto à denúncia, Venina Velosa da Fonseca, pessoa de confiança de Paulo Roberto Costa, gerente executiva de Abastecimento de 2005 a 2009, refere-se a alertas que fez à presidente Graça Foster sobre o esquema de corrupção que sofria a estatal.

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Trabalhando com Paulo Roberto, conhecia bem o que se passava na diretoria.

Foi pelos e-mails publicados pelo 'Valor Econômico' que Venina Velosa fez o alerta, antes da existência da operação Lava Jato, à presidente Graça Foster; também ao ex-presidente, Gabrielli; e ao atual diretor de Abastecimento, José Carlos Consenza, a respeito dos superfaturamentos ocorridos na Refinaria Abreu e Lima, de Pernambuco.

A Petrobras disse que apurou o caso... E o resultado?

Na denúncia de Venina, constante nos e-mails: a) pagamento de R$ 58 milhões por serviços não executados na área de comunicação; b) superfaturamento de R$ 4 milhões para mais de R$ 18 milhões na Refinaria Abreu e Lima, o que teria facilitado a Toyo Setal e a UTC Engenharia, acusadas na Operação Lava Jato; c) irregularidades na comercialização de óleo para navio (bunkers), com perdas de 15%.

Em 4 de maio de 2009, Venina criticou a forma de contratação sem licitação, que resultava em termos aditivos majorados. Em 2009, Venina, via documento interno, fez 107 solicitações de modificações de projetos, para uma economia de R$ 947,7 milhões, que não foram aceitas. Sugeriu mudanças nos contratos da refinaria e Renato Duque, acusado na operação Lava Jato, não aceitou.

Decididamente o escândalo da Petrobras está ganhando grandes proporções.

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