O bullying é uma prática que vai além de uma brincadeira entre a turma, pois aplica apelidos maldosos que ofendem, humilham e discriminam por meio de piadas, fofocas e até mesmo agressões físicas. O bullying pode ser classificado como físico, verbal, mental e sexual.

Qualquer um pode participar, até mesmo sem que se perceba. Segundo uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia), 40,5% dos alunos admitiram estar diretamente envolvidos em atos de bullying: ou eram alvo, ou eram os acusadores.

O autor do bullying muitas vezes conta com o apoio de quem assiste, e se divertir com os atos ou apenas observar faz com que você participe indiretamente do bullying.

A maioria das práticas ocorre na infância e pré-adolescência, ou seja, ocorre frequentemente dentro das salas de aula. Sendo assim, as principais consequências de quem sofre bullying é não sentir vontade de ir à Escola, ter notas frequentemente baixas, ficar isolado no intervalo e se preocupar em excesso com o que os outros pensarão da sua aparência, acarretando sentimento de tristeza e podendo causar depressão. Entre os meninos, o bullying é mais violento, podendo ser frequentes as agressões físicas; entre as meninas, o foco é voltado para a aparência.

Pode-se dizer que quem pratica o bullying são pessoas inseguras ou mimadas. De qualquer maneira, o importante para elas é ofender para se sentir superior, no controle.

Quem sofre bullying, no geral, são pessoas sensíveis ou inteligentes, que se destacam dos outros por algum motivo.

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Para quem é alvo do bullying, o ideal é fazer alguma coisa a respeito. Segundo a pesquisa realizada pela Abrapia, 41,6% dos que admitiram ser alvos de bullying disseram não ter solicitado ajuda aos colegas, professores ou Família e não fazer nada faz com que a situação continue. Conte o que está acontecendo, e mostre sempre que não tem medo! Ignore as piadas, conheça novas pessoas e faça novos amigos.

Se nada adiantar, a escola precisa tomar providências, e se mesmo assim o problema persistir, deve-se fazer uma denúncia no Conselho Tutelar, órgão que fiscaliza os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. Em último caso, o assunto deve ser levado ao Ministério Público. É necessário um esforço conjunto de amigos, escola, sociedade e principalmente família, porque o bullying causa depressão, problemas para estabelecer relações com outras pessoas e modifica a personalidade de quem o sofre para a vida toda.