Em meio à presença de autoridades governamentais nacionais e estrangeiras, muitos convidados e um público muito menor que o esperado, Dilma Rousseff, reeleita para o segundo mandato, tomou posse como presidente do Brasil, em Brasília (DF). Foi um dia 1º de janeiro de muitas expectativas. Os olhos do mundo estavam a espreitar não somente a cerimônia de posse, mas os acontecimentos que virão a partir de então e, que muita dor de cabeça haverá dar ao PT e, aos demais partidos aliados do governo, quando as investigações prosseguirem na justiça, apurando à roubalheira da Petrobras.

A oposição ao PT não vai perdoar, até porque esse é papel da oposição. Também, o candidato derrotado na última eleição haverá de cobrar com afinco por respostas coerentes do governo, quanto às denúncias oriundas das delações premiadas, como também dos últimos pronunciamentos da ex-gerente da estatal Sra. Venina Velosa da Fonseca.

Governo Brasileiro mais uma vez nas mãos do PT. E agora?

O Governo Dilma Rousseff não vai ser fácil.

Muitas águas ainda vão descer e rolar pela rampa do Palácio do Planalto, sobre essa vergonhosa questão da Petrobras. Também, os problemas das contas públicas e o cumprimento das promessas de campanha. Muito trabalho a frente.

É certo que o PT não tem mais a hegemonia nacional. Isso foi visto na própria campanha presidencial quando, a presidente eleita e o Aécio Neves, até as últimas contagens dos votos estavam empatados tecnicamente.

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PT Opinião

A eleição de Dilma Rousseff foi nada mais nada menos que uma resposta dos mais pobres a uma campanha de medo, cuja propaganda eleitoral acirrava os ânimos da população que recebe o dinheiro do programa bolsa família, a não votar no candidato de oposição, pois haveria a perda dos benefícios do programa, caso esse fosse eleito.

Houve, então, um sentimento de temor, principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país, onde os rincões da pobreza são maiores.

Havia um clima de insegurança prestes a ferir mortalmente o bolso daqueles que precisam do beneficio, para o sustento de suas famílias.

Era ver para crer, ou permanecer com a garantia do programa. Foi o que aconteceu. O Norte e Nordeste brasileiro reelegeu a presidente, atendendo ao clamor que vinha da boca dos filhos do programa bolsa família e que não poderiam arriscar colocar outra pessoa no Planalto, mesmo com as afirmações de que não seriam mudadas a regras antes firmadas, por parte do Aécio Neves.

O que esperar, para os próximos quatro anos?

Isso é democracia. A maioria decide e os demais acatam. É inquestionável a legitimidade de todas as ações do TRE até a publicação da finalização da contagem dos votos. O não correto foram às investidas de campanha, quanto o marketing de convencimento.

Contudo, povo brasileiro de todas as regiões vai cobrar por ações. Há uma nuvem de consciência democrática pairando sobre as cabeças.

Não há engano quanto a isso, é só lembrar a posse da presidente no primeiro mandato, quando grande número de populares compareceu para prestigiar o evento, com suas bandeiras do PT. Mas, o que se viu nessa segunda posse, ao contrário, foi um fracasso de público simpatizante, além da presença de grupos minoritários protestando.

Finalmente, um clima frágil de credibilidade está no ar. O governo vai governar a sombra do escândalo da Petrobras, tentando se safar a todo custo de uma responsabilização. Em outro lado, a oposição vai criticar e se opor em muitos momentos, fazendo valer a publicação de fatos que coloquem o governo na cena dos escândalos da Petrobras e, os brasileiros/eleitores, vão ficar de olho, ao mesmo tempo em que estarão a postos e no caminho da verdade.

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