A França ainda se recupera dos últimos atentados ocasionado por fanáticos muçulmanos. O primeiro atentado, ao jornal Charlie Hebdo, levantou diversas polêmicas sobre a liberdade de expressão. Muitos nomearam o ataque como o 11 de setembro da liberdade de expressão. Um verdadeiro equívoco, se formos calcular os mortos. Doze contra mais de três mil. A imprensa sempre acaba abusando de títulos para vender mais, mesmo que falhe com a verdade.

Agora a liberdade de expressão é atacada do outro lado. Um jornal no Irã acaba de ser banido por conter na capa informações que representavam um suposto apoio ao jornal Charlie Hebdo. O Irã não se colocou em favor de nenhum dos lados: nem do jornal, nem dos ataques, considerando erradas ambas as atitudes.

A reportagem do jornal Mardom-e-Emrooz mostrava George Clooney, ator americano, segurando uma placa com os dizeres 'I am Charlie Hebdo' ('Eu sou Charlie Hebdo', em tradução livre) - referência ao bordão que se criou diante dos atentados, 'Je suis Charlie' ('Eu sou Charlie' em francês).

A liberdade de expressão colocada em pauta. Fica o questionamento de até onde é necessário censura do lado da notícia ou da manifestação quanto a ela. Enquanto o Charlie Hebdo satirizava os muçulmanos, colocando o profeta Maomé em situações constrangedoras, os fanáticos atacaram. Os dois estavam errados. Os ataques foram um reflexo da sátrira, enquanto muitos outros ficaram apenas ofendidos. A arte tem o direito de ofender?

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Opinião

De classificar as pessoas? A arte tem o direito de ser racista? Charlie Hebdo era definitivamente um jornal satírico com influências racistas. Classificar muçulmanos como terroristas é um erro, porque muitos deles não são. Apenas uma parte é. Não se condena uma nação inteira por causa de alguns.

As polêmicas não param. Já faz mais de uma semana que o jornal foi atacado e ainda há muito o que falar.

Os outros ataques justificaram um ataque em massa à França, que infelizmente é possível que ataque da mesma maneira: sangue.

Resta saber quanto tempo ainda temos para nos tornarmos humanos e respeitarmos espaços. Ofensas não matam, mas ferem. A ferida gera revolta. No corpo errado: um atentado.

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