Todos nós fomos crianças um dia e sonhamos em ver aquelemundo que os artistas ficcionistas criavam em seus filmes, HQ’s, e desenhosanimados. Ah, Flash Gordon, Os Jetsons, Uma Família do Futuro... Cada época tem seus heróis do futuro, e cada ficçãoimaginada se mostra mais apurada e cheia de inovadores detalhes que deixariam(ou deixarão) nossas vidas bem mais confortáveis, fáceis e divertidas.

Ao lado dessas improváveisprevisões, encontramos outras não tão simpáticas, que dizem que o futuro nãovai ser nada interessante.

Previsões até mostradas, também, em filmes como MadMax, ou Matrix, por exemplo, onde a vida é uma luta pela sobrevivência em ummundo onde falta energia, água, alimentos.

Querendo ou não, parece que onosso futuro está mais para esse cenário apocalíptico do que para os paradisíacosmundos tecnológicos em que tudo funciona ao simples apertar dos botões.

Lembro de minha juventude – nemhá tanto tempo – quando havia a expectativa da chegada do ano 2000 e suasmaravilhas.

A Era de Aquário chegando e trazendo consigo uma aproximação oudescoberta da humanidade do amor, do transcendentalismo, do compartilhamento,em que os povos iriam viver em comunidades pacíficas e amorosas. Parece que todas as previsõespara o BEM falharam, e as para o MAL estão se concretizando.

Não só aqui no Brasil, mas emtodo o resto do mundo, o que se vê é a piora gradativa da vida das pessoas.

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Opinião

Faltaágua, sobra lixo, falta energia, sobra doença, falta moradia, sobradesentendimento, falta segurança, sobra miséria.

Quando olhamos para os livros deHistória, vemos que, de tempos em tempos, o “mundo” dá umas guinadas e impériosruem e novas ordens políticas e religiosas se estabelecem. Claro que, narealidade, não é do dia para noite que essas mudanças ocorrem, e sim ao longode anos, décadas, às vezes séculos.

Cai o Império Romano, oBizantino, o Império Mongol, o Áustro-Hungaro, o Romano-Germânico, o Otomano, oAsteca, o Inca... E assim a História tem fatos paraserem relatados e estudados.

Nós somos passageiros de um bondeque nos leva ao futuro e, na pressa de vivermos nossas vidas, não nos damosconta de que estamos sendo (ou deveríamos ser) testemunhas da história. Danossa história, da história do nosso Império que está em plena decadência eque será substituído por outra ordem no futuro.

Os países ou nações como hoje conhecemosserão refeitos. A geografia da política terá outro desenho. E nós faremos partede um passado que, quando muito, constará nos livros do futuro em algumas linhas,de algum parágrafo, talvez na página dedicada às “Civilizações Antigas”. Seremos matéria de prova, como hoje são os navegadoresportugueses do século XV, os inquisidores da Idade Média, ou talvez nem entremosna história oficial.

Talvez nos reste o status de lenda, como Atlântida ou ReiArtur e sua távola redonda.

Se isso é ficção ou previsão, sóo futuro dirá. E como diz o ditado: “Quem viver, verá”. Mas, certamente, esse, não vem a calhar.

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