Não existe sonho se sonhamos sós. Todos, dealguma forma, sonhamos com um mundo melhor; com uma política limpa, clara eobjetiva; com pessoas capazes de olhar além do esperado, tentando, quem sabe,olhar para frente. É necessário um olhar mais crítico sobre tudo o que noscerca, não nos deixando conduzir por falsas promessas, por olhares familiares,por palavras de forte impacto. Não nos deixando levar, mais uma vez, por umahistória aparente nos meios de comunicação, que manipulam e orquestram nossasmentes não para aquilo que deve ser focado, mas para o que interessa nomomento.

Querem um povo burro, analfabeto e totalmentecego. Querem-nos surdos e, mais do que nunca, mudos. Nossos líderes partidáriostanto falam em luta... Mas que luta é essa? Por melhores salários? Só se for osdeles. Melhores condições de vida? Só se for para eles. Educação? Para osfilhos deles. Segurança? Contrate um segurança particular, mas, se não tiverdinheiro para pagar um – que, diga-se de passagem, é um policial civil fazendoum “bico” – f***-se você, pobre desgraçado!

Será que fui radical demais oudesbocado demais?

Alguém já viu um pobre fazendo luta? Eu, sim.Lutando diariamente contra o sono por ter que trabalhar em três empregosdiferentes, saindo de casa de madrugada para não perder o ônibus, tudo issopara sustentar a família. Viu como o salário mínimo é bom? Mínimo também é oaumento que, atrás dele, acarreta o aumento de quase tudo.

Agora, me diga se pobre está preocupado comcrise aérea?!

Pobre não anda de avião... anda a pé ou de Mercedes. É... aquelecom quarenta e cinco pessoas sentadas e quinhentos ou mais em pé. Queremossaber de melhores estradas, de melhores transportes, ou apenas melhormanutenção desses veículos. Queremos emprego, saúde, educação, moradia, comida e melhores salários.

Estamos pedindo muito?

Lutar por um partido que visa somente àseleições ou que filia em massa ou cuja minoria sempre será a minoria, sem poderde voto, sem opinião?

Engraçado... a classe pobre é a maioria noBrasil, mas, na hora de sermos ouvidos, somos a minoria. E, na hora de pedirvoto, voltamos a ser a maioria. Hilária essa matemática, não?

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