Decorridos quinze dias da explosão do navio-plataforma FPSOCidade de São Mateus, operado pela BW Offshore, do qual é fretado pelaPetrobras, o corpo de um dos três funcionários que estavam desaparecidos foiencontrado, segundo informações divulgadas pela BW nesta quinta-feira (26). Ocorpo estava presente no interior da embarcação e na tarde de hoje (26), foilevado para o Departamento Médico Legal (IML), em Vitória.

Com o corpo encontrado, o número de mortos na explosão donavio-plataforma ocorrido no Litoral Norte do Espírito Santo sobe para setevítimas. O corpo foi encontrado dentro da sala de bombas.

O Sindipetro-ES (Sindicato dos Petroleiros do EspíritoSanto) divulgou que a Polícia Civil foi notificada e embarcou para a plataformano voo das 10h45. Logo após o anúncio do corpo encontrado, a SecretariaEstadual de Segurança Pública (Sesp) não se pronunciou quanto às ações que apolícia faria no navio.

A explosão no navio-plataforma Cidade São Mateus ocorreu nodia 11 de fevereiro, e no momento do acidente, 74 funcionários estavam nointerior do navio. Entre os 7 mortos encontrados até hoje (26), outras 26 pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para o hospital para o devidotratamento. Contudo, dois funcionários ainda se encontram desaparecidose outros dois continuam internados no hospital da Grande Vitória.

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Petrobras

Apesar de já ter sido notificado aos familiares dosdesaparecidos, que se encontram hospedados na orla de Camburi, em Vitória,ainda não foi feita a identificação da vítima, segundo informado porrepresentantes da BW Offshore.

Parentes, amigos e familiares das vitimas realizaram umprotesto nesta quarta-feira (25) em Vitória, na orla Camburi, em frente aohotel Bristol, reivindicando providências para que os desaparecidos na explosãofossem localizados.

Um segundo protesto foi realizado hoje (26), também nacapital do estado, em frente a Petrobras, contudo, neste ato, os protestantesforam recebidos na sede da estatal por um superintendente. Não foramdivulgadas informações açodadas durante o encontro.

Uma das justificativas dadas aos parentes dos desaparecidospelos executivos da BW Offshore é o problema das áreas alagadas que continuamno interior da embarcação, apesar do bombeamento estar acontecendo.

Ostrabalhos para a retirada de água ocorrem somente durante o dia, contudo, ovolume de água tem aumento, já que durante o período da noite, volta a encher deágua novamente. Esse caso é decorrente de uma má vedação adequada para o corretobombeamento, segundo declarou Devidson Lomba, diretor da Federação Única dosPetroleiros (Fup).

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