Se fosse roteiro de um filme americano, certamente estaria obtendo sucesso mundial e emocionando as pessoas. Mas é uma história real, acontecida na cidade catarinense de Joinville. Depois de ter passado meses vivendo intensamente a gravidez de sua esposa Adriana Matias Denke, Marcos viu-se frente a uma verdadeira tragédia. O parto de cesariana complicou-se e ela perdeu muito sangue, vindo a falecer.

Ela foi mãe por exatas 3 horas e 37 minutos. Antes disso, tudo parecia estar correndo normalmente. Adriana ainda fotografou os instantes finais da sua gravidez, há 14 dias da realização da cesariana, mas quando chegou na 38ª semana, a bolsa rompeu.

Adriana estava vestida e pronta para acompanhar a formatura de pré-escola de Bruno Kuns, seu sobrinho de 6 anos. Como sempre acontece nestes casos, foi levada às pressas para o hospital em Joinville.

Marcos tomou conhecimento do acontecido por sua irmã Andreza Denke, que o buscou no trabalho enquanto sua mulher era levada ao hospital pela sogra.

Já no hospital, o pai viveu um momento de felicidade quando as enfermeiras trouxeram a menina. Em relato à mídia de Joinville sobre a última vez que conversara com Adriana, ele relatou que ela lembrou Marcos de passar e deixar preparado o vestido que a filha iria usar tão logo saísse da maternidade.

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Como não tinha acesso após o parto, ele voltou para casa pensando que a situação estava correndo bem. Tudo já fora decidido na vida do casal, Adriana prosseguiria a cuidar da casa e se dedicaria inteiramente aos cuidados e atenção que a filha, cujo nome Letícia já tinha sido escolhido, fosse precisar. 
Mas esses planos teriam outro desfecho amargo e triste com a morte de Adriana. Chegava ao fim uma relação de 16 anos, entre os quais, uma década de casamento.

Com a fatalidade da morte, Marcos viu-se diante de ter que dar atenção especial para a filha.

Recebeu o apoio incomum da empresa em que é funcionário. Foi permitido que ele se afastasse por mais tempo, mesmo sem ter a licença legal. O período normal que ele teria seria de cinco dias, conforme define a lei. Orientado por seu advogado, Marcos encaminhou um pedido de salário-maternidade ao INSS. Foi recusado, porque Adriana não estava contribuindo para a Previdência desde o ano de 2011.

Marcos recebeu a ajuda e empenho de seu advogado.

Ele presta assessoria jurídica para a empresa em que Marcos é funcionário na função de eletricista. E graças à decisão julgada na 4ª Vara Federal pela juíza Roberta Monza Chiario, o pai garantiu o direito de licença.

A demanda judicial ainda pode ter prosseguimento, pois o INSS poderá recorrer da sentença. Mas Marcos deve receber imediatamente o valor que tem direito. Caso o recurso seja desfavorável ao pai, não terá de devolver.

Atualmente, os dias de Marcos são dedicados à sua filha, que agora, numa homenagem à mãe falecida, foi registrada em cartório como Letícia Adriana.

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