O carnaval é uma festa popular brasileira que tem suas origens no período colonial, é a festa nacional mais famosa do mundo, mas por que o brasileiro tem que sustentar - em forma de imposto - esta festa?

Em 2013 por exemplo, São Paulo gastou R$ 34 milhões de reais com carnaval, atrás apenas do Rio de Janeiro que gastou R$ 35 milhões de reais. Mas o mais interessante é que  uma pesquisa da parceria do Instituto Sensu com a CNT (Confederação Nacional de Transporte), afirma que 41% da população brasileira não gosta de carnaval.

Outra pesquisa realizada pela Conectaí, comunidade online de pesquisas, aponta que apenas 37% dos brasileiros de fato assistem os desfiles de carnaval.

Os pontos do Ibope deveriam ser considerados referência para as emissoras saberem o que transmitir e o que não transmitir, entretanto esta regra não vale para o carnaval. Os desfiles das escolas de samba pontuaram baixíssimos 12 pontos na Grande São Paulo, o que é "mixaria" para emissoras acostumadas a obter em média 40 pontos de audiência em suas novelas.

Então por que o Estado condena a maioria a sustentar um evento como esse?

É claro que haverá quem diga "O evento vai trazer X quantidade de turistas e injetar Y milhões na cidade" - isso se encaixa perfeitamente na falácia da janela quebrada, que diz basicamente o seguinte: Vale a pena quebrar o vidro pois vai gerar emprego ao vidraceiro.

Se há turistas, faça com que os mesmos paguem o valor integral da festa.

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Opinião

Por que aqueles que não participam do evento são obrigados a pagar a conta? Isso chegou a gerar um gasto de R$ 62 milhões no governo de Kassab. Esse dinheiro poderia ser investido em serviços básicos de saúde e educação, principais serviços públicos, uma vez que estão em estado de calamidade.

O Sistema Único de Saúde (SUS) tem em média uma fila de 6 meses para atendimento e a educação nacional fica na posição 88ª, considerando 122 países na pesquisa do Fórum Econômico Mundial.

Mas parece que a melhorias dos serviços básicos que atendem à população, estão longe de ser prioridades de investimento do governo.

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