Quer ir a algum lugar de ônibus? Não vá, se estiver em Recife ou Salvador. Essas cidades lideram com certa folga a lista dos piores transportes públicos oferecidos à população. O tempo de espera por uma condução passa de meia hora, em média. "Em média" significa que há valores bem mais altos que podem ser encontrados com facilidade. É só parar no ponto e esperar pra ver. O Rio de Janeiro fica logo atrás dessas duas cidades no tempo de espera, porém lidera em tempo gasto na viagem.

Atrás, em segundo e terceiro lugares vêm, adivinhem quem? Recife e Salvador.

E no quesito segurança, Recife novamente se destaca, sendo a cidade com maior número de assaltos. Diante de um quadro assim, vem a pergunta: como viver com uma situação dessas?

Como pode uma sociedade se desenvolver, se os seus cidadãos são tratados de forma desumana, sem o menor respeito, sem o menor conforto, sem a menor possibilidade de melhorar os serviços que usufrui, mesmo com reclamações constantes e cobranças feitas às autoridades competentes?

A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor deu início à pesquisa em abril do ano passado, que entrevistou mais de 3 mil usuários de oito capitais brasileiras. Dentre os mais satisfeitos estão os curitibanos e os gaúchos, que levam em média menos de vinte minutos esperando o transporte para realizarem viagens que chegam, no máximo, a 60 minutos de duração.

Dentre os transportes usados encontramos o ônibus e o trem, comuns a todas as cidades, o metrô, inexistente em Curitiba, e a barca encontrada somente em Porto Alegre, Salvador e Rio de Janeiro.

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Vagas

As queixas vão desde a imprudência dos motoristas à limpeza dos veículos, passando pela insegurança, inacessibilidade, excesso de passageiros e valor das passagens.

O retrato do transporte público do Brasil não é bom. Mostra ineficiência administrativa em relação a um item de extrema importância na vida do cidadão comum. Por isso, é imperativo que os resultados dessa pesquisa sejam levados em consideração para rever o que está sendo feito e que planejamentos devem ser realizados para que esse perfil desastroso mude.

Sem condições de locomoção, a sociedade pena e se estraga, tomando um caminho de desagregação e, em vez de progredir, tende a regredir, criando guetos sociais dos quais as pessoas não saem por total impossibilidade, causando um aprisionamento de pessoas em suas casas.

As cidades crescem e as pessoas têm o direito de acompanharem esse crescimento. Conhecer e andar por sua cidade dá respeito e dignidade ao cidadão.

Daí o nome: cidadania.

Sem isso, ele é apenas um transeunte a vagar pelas ruas que não distingue, onde ele próprio não é reconhecido.

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