Na noite da última quinta-feira (19), a série Two and a Half Men chegou ao seu final, após 12 temporadas no ar. E esse capítulo final não poderia ter sido mais saudosista e melancólico, ao mesmo tempo.

Repleto de piadas e metalinguagem, umas boas, outras não, o capítulo final conseguiu trazer momentos de risadas espontâneas, mas ao mesmo tempo trouxe um certo constrangimento com tudo que estava acontecendo em cena.

Um exemplo: nesses 12 anos em que o programa esteve no ar, nunca vimos os atores falarem suas frases e imediatamente voltarem seus olhares para as câmeras. Esse recurso foi usado em pelo menos duas ocasiões e elas não foram nada legais.

Outro ponto muito ruim: fizeram com que o personagem de Charlie Harper se redimisse com suas ex-amantes, algo que quem acompanhou a série sabe que ele jamais faria, ao menos se quisesse mais algumas noites de aventuras com elas.

Contudo, nem só de coisas ruins viveu o final de Two and a Half Men. A maneira que eles explicaram a ausência de Charlie em quatro anos foi bem sacada, com a inserção da história feita com animação, que, mesmo com exageros no desfecho, soube situar muito bem esses últimos anos sem o personagem principal na história. Além disso, o desespero que Walden, personagem de Ashton Kutcher, fica em todo o episódio com a possibilidade de Charlie reaparecer é muito bem sacada, já que Sheen fez duras críticas ao trabalho de seu substituto.

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Participações especiais também marcaram o episódio final. O ator John Stamos, o eterno Jesse Katsopolis da série Full House (Três é Demais, aqui no Brasil) interpretando ele mesmo, Arnold Schwarzenegger como um chefe de polícia e Angus T. Jones, o Jake, que mesmo depois de sair da série e criticá-la publicamente, deixou as desavenças de lado e reapareceu junto de seu pai Alan Harper. Porém, talvez como reflexo de sua desavença com o criador e produtores da série, seus poucos minutos foram totalmente descartáveis.

Enfim, Two and a Half Men chega a um final tardio sem chamar tanto a atenção do público. Uma pena para uma série que foi tão importante durante seus áureos tempos, trouxe um novo estilo de sitcom para a TV e apresentou personagens tão distintos uns dos outros, mas que se completavam perfeitamente. Mas o mais triste foi notar que a briga entre o criador da série, Chuck Lorre, e Charlie Sheen deixou nós fãs mais antigos sem uma despedida à altura de Charlie Harper.

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