Já não basta o envolvimento de adolescentes e jovens com a marginalidade, com o crime em suas várias frentes, especialmente com tráfico de entorpecentes. Não basta o consumo destes de forma indiscriminada. Não basta a dependência aos marginais que os escravizam numa vida de crimes e degradação moral. Não basta o perigo a que se expõem, sem contar a exposição de seus familiares tanto à ação policial quanto à ação dos chefões do crime.

Adolescentes e jovens brasileiros são atingidos pela violência com a morte, em razão de ações criminosas, como autores ou como vítimas. Nosso retrato focaliza o cenário motivado por um relatório de uma entidade internacional sobre a redução da violência letal contra adolescentes e jovens entre 12 e 18 anos no Brasil, tendo como base também dados do IBGE e do SUS. Relatório divulgado por jornalista do "Estado de São Paulo", Roberta Penaforte.

Pelo relatório, 3% de cada total de 1000 jovens são assassinados no Brasil. Considerando regiões brasileiras, o nordeste apresenta o maior índice, o de 6% para cada total de 1000. Nele, Alagoas apresenta 9% para cada 1000, Bahia, apresenta 8,6% para cada 1000, Ceará apresenta 7,8% para cada 1000. Em contrapartida, pelo relatório, os estados como Acre, São Paulo e Santa Catarina, por exemplo, apresentam o índice de menos de 1,5% do cada total de 1000 entre adolescentes e jovens assassinados.

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Opinião

Os dados são de período anterior a 2012!

Abrindo o diafragma, os dados nos levam às causas da violência. Tudo começa pelas nossas fronteiras, as quais, pela grande área e extensão, escapam ao alcance e ao enquadramento da fotografia possível. E não temos personagens que ocupem todo o espaço para o foco necessário. Não temos policiais, viaturas e aeronaves suficientes. Não temos estrutura conveniente.

Não temos recursos financeiros disponíveis. Não dispomos de tecnologia apropriada. Não temos outros meios conhecidos. Além do mais, se mais não é feito, é por que mais não se pode fazer, devido às tantas limitações e impossibilidades. E ainda: os criminosos são sorrateiros, bem armados e se valem do fato de que agem com a ajuda da imprevisibilidade.

Por causa disso, o tráfico de entorpecentes sustenta e acoberta os que são atraídos para o grande exército que organiza para fazer chegar, a todo o país, as drogas e as armas com as quais desestabilizam a sociedade.

Para complicar, países vizinhos os acobertam e fazem atravessar drogas pelas nossas fronteiras, como Paraguai, Bolívia, Colômbia... E o que ainda é dramático: tornam o nosso país um entreposto de drogas que alimentam outros países. Sem falar na atividade correlata do contrabando de armas, estas cada vez mais potentes.

Enfim, a violência de que são vítimas entre 12 e 18 anos, faixa de idade em que precisam definir sua participação na sociedade.

Consequência da vida na marginalidade: matam e morrem. Aliás, a morte é o seu fim. A falta de estudos, extrema pobreza, falta de formação familiar e sedução infame tiram-lhes a oportunidade de melhor sorte. Salvemos esse futuro, mesmo condenado, enquanto é tempo.

O projeto de salvação para tal, hoje, tornou-se impossível. É que precisamos salvar primeiramente o país, entorpecido pelos acontecimentos desses últimos anos. Melhoremos o cenário, vistamos novas roupas, abramos o sorriso. Ah! Como seria bom uma nova e colorida fotografia!

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