O Fies, que é um programa do Ministério da Educação (MEC) destinado a concessão de financiamento a estudantes regularmente matriculados em cursos superiores, dificultou o acesso a estudantes, após mandado da presidenta Dilma Rousseff.

Com vagas de financiamento limitadas e sistema unificado milhares de alunos se revoltaram com a situação. Foi criada uma página no Facebook "Kd Meu Fies" em forma de campanha em prol desses estudantes que estão sem o auxílio do Fies para pagamento de seus cursos superiores .

Não só veteranos como calouros tentam há dias fazer inscrições em universidades sem sucesso, há filas enormes de estudantes que tentam obter cadastro e não conseguem, inclusive universidades que adiaram o dia de início as aulas, como é o caso da Universidade Estado de Rio de Janeiro - UERJ. O sonho de completar o ensino superior está parecendo impossível pra milhares de jovens, como é o caso de Adriana Almeida, 23.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, a jovem diz não ter como pagar e ainda não sabe se vai continuar. "Estou revoltada o Fies ao mesmo tempo em que abriu, fechou uma porta", completa.

De acordo com o portal O Globo, alguns alunos da Universidade Veiga de Almeida (RJ), que tentaram realizar a matrícula pelo Fies receberam um ultimado da instituição: ou pagam os boletos referentes a meses de estudos, ou terão a matrícula cancelada.

Alunos e universidades contraem dívidas

O programa, que está com problema desde o mês passado, afeta não somente aos alunos como também as instituições, algumas tiveram aulas adiadas pelo não pagamento dos terceirizados e sofrem com queda de luz, tendo apagões parciais dentro da universidade e já ameaçam cortar bolsas de permanência dos estudantes.

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Já outras decidiram arcar com parte dos gastos que alunos terão com o novo formato.

A solução para outros estudantes foi recorrer a empréstimos bancários. Em entrevista à Folha de São Paulo, a estudante Amanda Betega, 20, teve sua matrícula barrada devido o alto valor de sua dívida com a faculdade Anhembi Morumbi, no valor de R$ 6.000. E desabafa: "Estou sendo tratada como um nada, mas a culpa é do Governo, não minha".

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