Oficialmenteeste domingo, 8 de março, é considerado o dia mais feminino do ano e a cidadede São Paulo celebra o Dia Internacional da Mulher com atrações especiais emestilo “virada cultural” e homenagens que se estendem durante todo o mês emcomemoração às lutas e conquistas travadas pela classe feminina nos últimosséculos.

E oque as mulheres mais gostam de fazer além de ir ao salão de beleza, bonsrestaurantes, passar as tardes conversando com as amigas, sair com a família oupegar um cineminha com o namorado?

Se expressar com algumas ações que causemreflexões e protestos para diminuir o preconceito e o machismo em detrimentodas mulheres, que no contexto social desempenha inúmeros papéis para conquistara igualdade em meio à distinção de gêneros.

Paraa cantora e compositora de música popular brasileira Socorro Lira, artistavencedora do 23º Prêmio de Música Brasileira de melhor cantora na categoriaregional, 8 de março é um dia de luta, de críticas políticas, dia de sair àsruas para resgatar o sentido da data daquelas 129 mulheres que morreram parasimbolizar a luta pelas conquistas sociais, políticas e econômicas no mundo.

“O machismo é mais violentodo que a misoginia, que desqualifica a mulher e ainda não reconhece seusesforços e competências até mesmo na música que já há um pressuposto que amulher só canta, sinto que ainda somos reconhecidas apenas como interpretes enão como compositoras”, diz a artista que tem 7 CDs autorais dos 13 trabalhosmusicais gravados e se apresenta no dia 27 no Sesc São Caetano ao lado de BrenoRuiz, as 20 horas.

Liradestaca também que o Brasil tem uma história triste sobre as mulheres e admiraa luta travada por muitas brasileiras, em especial Dilma Rousseff, por ter sidoa primeira mulher a chegar à Presidência na história do País.

Dentreas homenagens estão as intervenções artísticas realizadas pela Fábrica deCultura Vila Nova Cachoeirinha, no dia 21 as 10 horas, reúne no Live Paint o grupode mulheres grafiteiras Julê Lee, Barbara Goy, Rita Fittipaldi, para expor suacriatividade demonstrando ao vivo em suas pinturas estilo, técnica, emoção ecriação trazendo um pouco da poética na segunda edição do projeto Da Rua PraDentro.

Sãoas mulheres no comando da arte urbana dominada pelos homens no espaço daFábrica para cada artista convidada fazer seu desenho com diferentes estilos etraços. “É um modo de me expressar nografite”, diz a artista plástica e grafiteira convidada Barbara Goy, queparticipou da curadoria da maior galeria de arte urbana a céu aberto nos muraisdo corredor da Av. 23 de maio e coordenou o projeto 4KM, intervenção nos muraisda Copa do Mundo no Brasil.

Durantetodo o mês de março as atrações e manifestações acontecem para celebrar asconquistas femininas. Em São Paulo as homenagens são em forma de diversão emestilo “virada cultural” com espaços para shows, documentários, exposições,passeios, atividades gratuitas e até manifestações políticas nos mais variadospontos da cidade.

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