Todos os dias a imprensa nos surpreende com notíciastenebrosas e outras, já costumeiras, por pior que sejam. Mas sempre tem umapara surpreender e revoltar. Esse é o caso de uma senhora de 82 anos, que sedirigiu à uma agência bancária em Irajá, onde realizou o pagamento de algumascontas e retornava para sua casa quando dois homens a abordaram.

Um deles pulou de um muro e lhe deu uma “gravata”, aimobilizando sem muito esforço devido à idade da vítima. Com medo, pensou queestava sendo assaltada e disse aos criminosos que não tinha dinheiro, poishavia ido ao banco para realizar pagamentos e não para receber.

Estes a levaram a força para o morro (favela), a ameaçandode morte. Entretanto, os criminosos não estavam armados. A única “arma” quepossuíam era a camiseta usada para sufocar a vítima. A senhora foi levada paraum terreno baldio, onde permaneceu por duas horas em poder dos meliantes, que aagrediram e a estupraram diversas vezes.

A idosa, muita abalada emocionalmente, conta que primeirofoi abusada pelo homem mais velho, pouco mais de trinta anos e depois por ummais novo, aparentando ser um adolescente.

Os criminosos queriam que a idosadescesse do morro nua, mas a mesma relutava em fazer isso. Na ocasião, osbandidos lhe entregaram uma roupa e a levaram para outro morro, ocasião em queo meliante menor de idade a amarrou com uma camiseta, a mesma que usou paratentar sufocá-la.

A idosa conta que viveu momentos de intenso horror e quetoda hora o menor ia onde havia a amarrado para observá-la. A vítima conseguiuse soltar e com medo, saiu correndo, rolou o barranco e caiu dentro de umalixeira grande.

Desesperada, pediu ajuda aos dois garis que trabalhavam nasproximidades do local dos fatos.

A idosa ficou com diversas escoriações e marcas de agressõespelo corpo. O crime foi registrado na Delegacia da Pavuna e o constrangimentoda vítima não terminou ali: foi encaminhada para o exame de corpo de delito.

A polícia conseguiu prender dois meliantes “suspeitos” deterem cometido o ato cruel contra uma senhora que é mãe de 4 filhos e que tem 7netos e 5 bisnetos. Os criminosos são Wagner dos Santos Borges, de 34 anos e ummenor de idade que não pode ter seu nome e idade revelada, a fim de preservar aintegridade e privacidade do mesmo, conforme garante a legislação em vigor.

Afamília da vítima está inconformada com o ocorrido.

A pena para o crime de estupro no Brasil é de 6 a 10 anos deprisão. Como estupro é um crime hediondo, o criminoso precisa cumprir 2/5 dapena para ser “beneficiado” com o regime semiaberto. Menores de idade nãopodem ser presos, são apreendidos e encaminhados às fundações correspondentes decada estado. O máximo que podem ficar apreendidos é até os 21 anos. Atualmenteo congresso vive grande dilema entre os que querem votar a menoridade penalpara dezesseis anos e os que acreditam isso ser uma afronta à evolução eproteção do menor, uma vez que o menor não sabe o que está fazendo na idadeproposta pelo projeto.

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