Bons observadores não são muitos. Um ditado se reafirma como uma verdade na sociedade atual: 'em terra de cego, quem tem um olho é rei'. Há pessoas que olham para o mercado e enxergam a principal mudança que se reflete em praticamente todas as inovações. Mudou, e drasticamente, a forma como as pessoas e as organizações se relacionam entre si. De emergente, esta situação tomou conta do tecido social e o ano de 2015 revela, após o seu primeiro quadrimestre, situações ímpares para patrões e empregados.

Grande parte das pessoas, iludidas pela sociedade do espetáculo montado no país, não mais presta atenção no que realmente acontece e em sonhos (ou pesadelos) e espera a oportunidade de ter pelo menos alguns dólares em algum paraíso fiscal. A alienação galopa à solta nas pradarias da corrupção.

O colaborador como talento e capital intelectual da organização era algo inviável até pouco tempo atrás e agora se mostra na vitrine principal.

Aprendizagem e desenvolvimento, gestão de desempenho funcional, atendimento aos preceitos colocados na pirâmide de Maslow (em boa hora ressuscitada) correm os corredores e se espalha na rádio corredor. Muitos colaboradores perdem o medo de pedir aquele aumento tantas vezes prometido e sempre negado.

Parcerias assumem o lugar do comando centralizado e chefias intermediárias colocam as barbas de molho, tidas como agentes indesejáveis.

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O gerente de recursos se transforma em caçador de talentos. Os "colaboradores" são perscrutados à exaustão em suas competências e habilidades. Na sala do cafezinho, agora tem uma prateleira, onde livros sobre as melhores práticas administrativas estão estampadas.

As pessoas que sabem lidar com o velho e com o novo terão lugar de destaque. Ubiquidade (estar em mais de um lugar ao mesmo tempo) não é mais problema.

A evolução das telecomunicações resolveu o problema. Sua imagem holográfica pode estar neste momento no Japão e as pessoas absorvendo seu conhecimento, como se você lá estivesse presente.

Se chegou até aqui na leitura deste texto, lembre-se de abrir as portas para sua universidade corporativa, de enviar seus talentos para seminários. Torne a disseminação de conhecimento uma norma, em vez de honrosa exceção que reserva o conhecimento para alguns poucos.

Depois destas providencias, não há mais muito o que fazer. Pode ir para sua suíte presidencial no Maksoud Plaza e acessar os pregões da bolsa. A sua empresa está no bom caminho. Onde todos aprendem, todos trabalham melhor.

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