Recentemente, Berhanu Nega, em uma palestra registrada por poucas pessoas em uma universidade americana (Bucknell University), relata a dificuldade de ser um professor em países em guerra civil. O referido professor, que tem como alcunha ser "o professor mais perigoso da Etiópia", tem restrições ao seu hospedeiro atual, responsável pela defesa do regime considerado como o síndico de um quartinho com muitos esqueletos.

Logo depois de seu retorno à Etiópia, que se recuperava de décadas de conflito, conversou com alunos sobre a liberdade acadêmica. Seu calvário durante 14 anos incomodou o regime, que acabou sendo condenado à morte, à revelia. Hoje está ligado ao Ginbot 7, um partido proscrito, que comanda a partir da Pensilvânia. A Etiópia é país estratégico contra o terrorismo islâmico, que recentemente comandou a morte de 148 estudantes em uma universidade queniana.

Aqueles que foram assistir a sua palestra não conseguiram enxergar um revolucionário que pugna pela liberdade de seu povo.

A sua figura é a de um professor que utiliza pequenos óculos, vestindo um casaco de lã considerado professoral. Em seu escritório há paredes forradas de livros. Sua aparência é a de um professor e quem conversa com ele o ouve falar emocionado dos seus planos para a Educação de uma nova Etiópia, o que faz com que quem o está vendo o enxergue como um professor carismático, mais do que como um revolucionário que pode movimentar forças capazes de virar a situação política em seu país de origem.

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Educação

Suas palavras revelam o sentimento que vai em seu coração: "a realidade ficou tão terrível que tivemos que fazer algo para tentar modificá-la", afirma. Hoje como prefeito de Adis Abeba onde foi eleito, mas sem poder retornar ao seu país, comanda as ações diretamente dos Estados Unidos. Para este calmo professor resta apenas a alternativa da forma ou como ele diz com suas próprias palavras: "Desisti completamente a possibilidade de uma modificação democrática".

Mesmo em uma universidade a 7 mil milhas de Adis Abeba onde é um prefeito sem assento, orienta seus partidários para a única solução possível: um golpe de Estado.

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