Desde a noite desta quinta-feira (2), quando foi divulgado que uma das cinco vítimas do acidente de helicóptero que ocorreu em Carapicuíba era o filho caçula do governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) houve comoção entre anônimos, políticos e personalidades. Muitas pessoas, inclusive, rivais políticos do governador, mostraram seus sentimentos nesse momento tão difícil para a família Alckmin. Outros, usaram a dor alheia para misturar seu fanatismo político e falar o que não devia ou fazer comparações desnecessárias em um momento de dor.

A ex-candidata à presidência pelo PSOL, Luciana Genro, demonstrou toda a sua frieza ao dizer que deveriam lamentar também a morte de um garoto que morreu baleado no Complexo do Alemão.

O crime na favela do Rio de Janeiro tem sido noticiado na mídia, sobretudo, na capital carioca. Os seguidores radicais de Genro a apoiaram, porém, milhares de críticas também foram feitas a ela.

O que muita gente tem feito nas últimas horas é misturar suas preferências políticas e raiva com assuntos sérios. Toda vida é preciosa, seja do menino da favela carioca, seja do cristão morto por jihadistas ou do filho do governador. Mas é óbvio que a morte de Thomaz Alckmin se destaca diante das demais na mídia pelos seguintes e óbvios motivos: filho do governador de São Paulo, logo, é claro, que a imprensa paulista fale mais disso do que a carioca ou paraense. Thomaz também era uma pessoa conhecida do meio político pelas campanhas feitas para seu pai, bem como por sua carreira como piloto.

Partido político, religião e time de futebol todos têm o seu e não é errado defendê-los quando preciso (e necessário), mas vidas, são vidas.

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Em um momento de dor pela perda de um ente querido, qualquer pessoa, anônima ou pública, sofre de igual maneira. A falta dessa percepção fez com que Jeferson Monteiro, administrador da página de humor 'Dilma Bolada', também fizesse alguns comentários desnecessários na noite desta quinta-feira.

Na ocasião, Jeferson, usando o perfil fake, comparou a morte de Thomaz com do menino carioca, bem como respondeu às publicações de terceiros de forma mal intencionada e maldosa. Como uma publicação que divulgava uma notícia de que Thomaz é um piloto experiente, onde ele comentou abaixo: "Era né". Mesmo tentando corrigir o erro, colocando-se como vítima e dizendo que os críticos estavam usando a dor alheia para criticá-lo, a comoção de pessoas do país inteiro fazendo críticas foi muito maior. Como consequência, apagou uma das publicações polêmicas. O assunto foi destaque na imprensa internacional, que associou o perfil fake a imagem da presidente.

Tanto o assunto 'Dilma Bolada', quanto Luciana Genro, se tornaram um dos dez mais falados no país na ocasião das publicações. Quinze minutos de fama ganhos de forma fria e desnecessária.