Desde que o mundo é mundo (ninguém sabe quando isto começou), homens e mulheres jogam um jogo no qual não há um vencedor claro. As vezes a vitória sorri para as mulheres, outras vezes para os homens e grande parte das vezes ambos ganham ou ambos perdem. Há todo tipo de sedutores e sedutoras e há aqueles ou aquelas que resolvem ousar, na tentativa de conquistar aquele ou aquela que querem (redundâncias necessárias).

Igualdade de condições é um primeiro requisito.

Nesta semana que passou uma notícia chamou a atenção de alguns homens e mulheres (ponto para as mulheres) ao ver um companheiro de infortúnio, depois de diversas tentativas, utilizar um argumento pouco comum para conseguir levar ao baile o motivo de sua atração: uma bela garota.

O garoto travestiu-se de homem-bomba, coisa comum lá por aqueles lados, sabe-se lá porque e razão para que o fundamentalismo (o responsável) seja execrado por todos, nivelando por baixo os bons e os maus frutos desta seita.

A razão para tal era o baile da escola. Todos os seus amigos já pareciam estar arranjados, menos aqueles que gostam de surpresas de última hora e vão com sede a potes onde a água que querem pode não estar disponível.

O garoto, do ensino médio, vestiu-se tal qual uma bomba e entrou na cafeteria da escola na qual, para sua felicidade não havia ninguém com risco de ter um ataque cardíaco e nenhuma pessoa daquelas que quer ser herói nacional, com uma arma escondida e nem policiais por perto.

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Assim ele pode dar o seu espetáculo. Eram fios e outros aparados que envolviam o seu corpo e causaram pânico, convertido em suspiros de alívios e sorrisos (felizmente).

No final da história (todas tem um final seja ele bom ou mau) ele levou a pior e pegou uma suspensão de cinco dias na escola e sequer pode comparecer ao baile, ao qual esperava levar seu objeto de desejo.

Ibrahim Ahmad, o autor da proeza, deixa no ar suspeitas sobre se algum dia, ao querer ver alguma coisa mudar nesta sociedade, não poderá realizar tão tresloucado ato de forma real.

Rilea, a assustada pretendida deverá posar por alguns dias como heroína de uma festa onde Ahmad não pode ir, apesar de toda a vontade.

Quem sabe eles possam conversar de maneira mais reservada, após o garoto cumprir a punição (pequena frente ao risco de provocar algum acidente mais sério) e no próximo baile ele não precise tomar medida tão drástica.

O garoto disse ao jornal que o entrevistou que sentiu-se obrigado a fazer tal coisa e que as coisas somente atingiram o nível que atingiram porque ele era parte de uma legião de excluídos no país do qual seus pais tiram o sustento, por ser do Oriente Médio.

Será que ele esqueceu das torres gêmeas?

A escola aproveitou para se promover engrandencendo o sistema que utiliza e considerando que o ato do garoto deve ser creditado aqueles malucos que escondem o rosto das mulheres, privando o mundo de admirar mais uma Beleza (existe algo mais bonito que o rosto de uma mulher? Ahmad talvez seja o mais indicado para responder).

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