Da adoção de um bebê vivo para a adoção de um bebê morto, o caminho de mais uma revolta e um protesto contra atitudes políticas. Tudo aconteceu no Chile, foi em Puerto Montt, sendo já decorridos doze anos. Recentemente um reporter chileno descobriu o fato, além de levantar que desde então Bernarda já adotou três outras crianças.

Ao ser questionada das razões que a levaram a tal ato, meritório enquanto em silêncio,e ainda mais quando divulgado, para servir como exemplo para o descaso do homem para com o próprio homem, a resposta foi singela: "para chamar a atenção para a dificuldade que as mães chilenas que não têm condições de ficar com os filhos em casos de estupro".

No Chile o aborto é proibido e os hospitais não têm locais onde os bebês nestas condições possam ser deixados anonimamente.

Ao ser instada a dar novas declarações Bernarda continuou com a simplicidade de suas respostas: "se você ganha um bebê vivo, você dá roupa, o alimenta, e coloca em um berço. Se o bebê chega morto, você precisa conseguir um caixão e dar a ele um enterro decente". Existem muitas crianças nestas condições: mulheres jovens que são vítimas de estupro e incesto.

A catadora de lixo revelou que quando tinha 16 anos foi estuprada e que isto colaborou para com que ela se sentisse mais próxima destas mulheres e tomasse a atitude que tomou.

Bernarda declarou que irá continuar com a esta missão, como ela acabou considerando como é seus atos. O governo declarou que cerca de 10 bebês são abandonados por ano nos lixões chilenos, local onde a catadora encontrou o primeiro bebê ao qual ela proporcionou um enterro decente.

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O nome que ela deu à primeira menina, foi Aurora, no sentido que ela era um pequeno raio de luz que mostrava que, para os seres humanos, a escuridão não deve ser a única possibilidade.

Algumas pessoas poderão ficar chocadas e deveriam mesmo, no Chile quando um corpo não é reclamado pela Família é classificado como dejeto humano e jogado fora com outros materiais hospitalares. Em que mundo tal atitude seria aprovada?

Qual Deus assinaria embaixo de tal monstruosidade? Mas é assim que as coisas acontecem.

As mães se escondem porque de acordo com a legislação chilena, mulheres que praticam o aborto podem pegar até cinco anos de prisão. Quantos anos foram dados aos autores dos crimes? O juiz que autorizou a adoção de Aurora para ser enterrada declarou ser este o caso mais estranho de adoção, mas nada mais fez do que autorizar.

Seja em que lugar estiverem, de lá, três outras crianças - Manuel, Victor e Cristobal -, devem estar olhando enternecidas e agradecidas à Bernarda Gallardo. A catadora está tentando fazer a mesma coisa com outra menina - Marguerita. Nos resta torcer para que tudo dê certo e assistir o filme Aurora do diretor chileno Rodrigo Sepulveda. Certamente podemos fazer eco aos agradecimentos das quatro crianças até agora retiradas dos lixões e cobrar que exemplos similares sejam desenvolvidos.

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