Que o Turismo é um dos ramos econômicos mais rentáveis para qualquer destino já sabemos por diversos estudos e pesquisas. Em Minas Gerais, em particular, o turismo GLS - sigla criada pela lógica do mercado para designar o ramo do turismo destinado a gays, lésbicas e simpatizantes - ainda que rentável parece não ter despertado significativo interesse seja do poder público, seja da iniciativa privada.

Em São João del-Rei - cidade histórica localizada na região central do Estado na trilha dos Inconfidentes - no ano de 2010 uma pesquisa financiada pelo Ministério da Saúde por meio de recursos da ONU com apoio e operacionalização de professores de estatística da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) comprovou que a Parada do Orgulho de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais rendeu para os cofres do município algo em torno de 1 milhão e cem mil reais.

Em Juiz de Fora, cidade do tradicional Miss Brasil Gay, o impacto econômico com a atividade pode chegar a 12 milhões de reais. Em todo o Estado são realizados, em média, 30 eventos de massa em todas as Regiões de Minas mobilizando milhares de pessoas e movimentando a economia. Estados Brasileiros mais avançados como o Rio de Janeiro comprovou por meio de pesquisa que 30% do dinheiro movimentado no Carnaval de 2014 saiu do bolso de turistas homossexuais.

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Ainda que esteja comprovado o forte potencial econômico das atividades e eventos realizados quase que exclusivamente pelo movimento LGBT, há que se falar do precário apoio a estes eventos. O Governo de Minas chegou a ensaiar algum apoio com a criação de um programa de incentivo e estruturação do turismo GLS no Estado, mas a iniciativa não emplacou. A iniciativa privada ainda não enxergou a necessidade de capacitar sua mão de obra para trabalhar com o público homossexual.

Com isso, as entidades LGBT continuam a árdua luta de colocar nas ruas milhares de pessoas e nos cofres do poder público e da iniciativa privada milhões de reais. A pergunta que fica é até quando a homofobia será determinante para continuarmos invisíveis aos olhos do poder público e da iniciativa privada? Sigamos em luta.

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