Pode ser que o governo escape da ação proposta. Mas ela é digna de registro. A Defensoria Pública do Paraná responde aos acontecimentos de 29 de Abril de 2015. Seus ecos ressoam e levam o partido do governador a perder seu apelo popular. Foi ajuizada uma ação contra o Governo do Estado.

Esta ação está sendo utilizada como bandeira nas comemorações acontecidas em 29 de maio. Data em que se comemora o aniversário de 1 mês de uma barbárie acontecida em praça pública.

Sabe-se lá com que direitos ela foi acompanhada de risos irônicos de seus responsáveis. Mais uma vez um governo aplica a novilíngua. Aquela mesma com a qual, na obra 1984, Orwell relatava que o grande irmão distorcia os fatos históricos, mudando a realidade dos fatos.

Nesta ação os defensores pedem que o executivo seja condenado a pagar 5 milhões de reais pelos acontecimentos que tiveram lugar na data anteriormente assinalada.

O confronto entre policiais militares e servidores, que estavam em defesa de seus direitos constitucionalmente garantidos, é o exemplo do caos que se estabelece na política nacional. Isto em meio a um mar de lama de corrupção, descoberta em todos os cantos.

Os defensores públicos se apoiam no desacordo das medidas com relação aos protocolos internacionais que estabelecem ações a serem tomadas frente a legítimos protestos de classes trabalhadoras.

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No entendimento dos causídicos, o governo agiu de forma impensada ao enviar para o local dos encontros tropas de choque armadas com equipamentos que tinham poder letal e condições de provocar mortes. É tido por todos que os servidores participavam do protesto de forma legítima, verdade esta que o jovem e imaturo governador, cuja vocação não é a política, quer distorcer frente às câmaras. Ele afivela em seu rosto um enigmático sorriso, que merece ser enquadrado e pendurado ao lado de uma reprodução da obra Mona Lisa, já que poucos compreendem o que se esconde por trás de tal sorriso.

Alguém deve ter esquecido de avisar a ele que a eleição já terminou.

A ação foi decidida durante o trabalho de uma força tarefa de 9 defensores públicos, arrolados para analisar medidas punitivas contra o executivo. Durante a divulgação do ato, Camille Vieira, integrante do grupo de direitos humanos da Defensoria Pública, explicou "(...) que a ideia é a responsabilização do governo pelos atos praticados e reparação de danos morais coletivos e individuais".

A proposta envolve o uso do dinheiro em ações de reparação e para a construção de um monumento no local, para que a data de 29 de Abril de 2015, não seja esquecida pela população.

Em continuidade, a ação ajuizada pede que a Polícia Militar seja adequada aos parâmetros internacionais de atuação frente aos protestos. Um plano de atuação foi proposto e sua apresentação marcada para ser efetivada nos próximos trinta dias.

A ação está distribuída para a 5ª vara da Fazenda Pública.

Sem dúvida é uma ação louvável. Ela deve ser acompanhada, para que o tráfego de influência que circula em todos os corredores do poder, não diminua os seus efeitos. Não há dinheiro que pague o sentimento, que nunca mais será retirado dos corações de muitos professores curitibanos. Mais ações de repúdio devem se suceder.

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