Um estudo publicado recentemente pela instituição canadense BMC Public Health, encontrou uma conexão entre o risco de suicídio no público transexual e fatores como o suporte dos pais, transfobia e dificuldade para a mudança de sexo.

Esta é a primeira evidência de que transgêneros podem ter um risco de suicídio maior por conta dos fatores de modificação em sua vida, e também pelo desconforto inato em ser um transgênero, disse o autor do estudo.

Cerca de 35% dos transgêneros em Ontário, no Canadá, pensaram em suicídio no ano anterior, e aproximadamente 11% colocaram em prática o suicídio. Estes números têm como estatísticas a base da população, 3,7% e 0,6%, respectivamente.

O estudo é baseado em uma pesquisa feita com 380 transexuais que vive em Ontário, com a idade superior a 16 anos. Na época em que os dados estavam sendo coletados, "Não havia nenhum tipo de banco de dados para os transgêneros que vivem no Canada", diz Greta Bauer, professora de Epidemiologia e Bioestatística da Western University e autora do estudo.

Os pesquisadores olharam 13 fatores de modificação na vida dos transexuais. Eles encontraram que apoio dos pais corresponde a um potencial de prevenção de 170 trans por 1000, de considerar o suicídio; e aqueles que tiveram algum tipo de experiência como a transfobia, entraram com 66% a menos em considerar o suicídio uma solução.

Aqueles que queriam fazer uma mudança de sexo, transgêneros que tinham uma terapia hormonal, estavam entre a metade que considerava o suicídio como solução.

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E cerca de 1/4 dos transgêneros vivendo em Ontário não querem nenhuma modificação sexual.

O estudo também encontrou uma significante baixa no risco de suicídio naqueles que tinham documentos de identificação, como carteira de motorista, cartão de saúde e passaporte. Ter seu próprio documento de identificação com o atual status tem um potencial de prevenção de 90 em cada 1000 trans.

"Se alguém vive como um homem e tem um F nos documentos de identificação, eles não são capazes de irem para um bar com os amigos, viajarem, ou sentirem-se livres ao dirigirem sem serem parados", diz Bauer.

Caso Leelah Alcorn

Um dos casos mais comentados foi o de Leelah Alcorn, adolescente de 17 anos, nascido como Joshua Alcorn. Ele não aguentou a pressão em se tornar uma garota trans.

Nascido em uma família americana e conservadora, ele decidiu por fim à sua própria vida no dia 28 de dezembro de 2014, depois de discutir com sua mãe cristã e que nunca aceitaria ter um filho transexual. Em sua carta de despedida dizia: "Por favor, não fique triste, vai ser melhor.

A vida que eu teria vivido não vale a pena viver... Porque eu sou transexual".

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