Quando tinha seis anos, Christian McPhilamy viu um anúncio na TV incentivando a doação de cabelo para crianças com câncer e decidiu, no alto de um gesto de solidariedade e bondade, que iria deixar o seu próprio cabelo crescer para que pudesse facilitar a vida de jovens que passavam pelo doloroso processo da quimioterapia.

A partir de então, obteve o apoio da família, mas encontrou resistência até por parte de muitos adultos, que implicavam e literalmente se infantilizavam ao ridicularizar a aparência do menino enquanto seus cabelos loiros iam crescendo.

Alguns chegavam a questionar a aparência do garoto para os pais, que contavam orgulhosos da empreitada nobre de sua criança solidária.

Conforme Christian ia ficando mais perto de conseguir ajudar as crianças com câncer doando o seu próprio cabelo, os seus coleguinhas, da segunda série da Ocean Breeze Elementary School, ficavam dizendo que ele parecia com uma menina.

O garoto encarou com maturidade e naturalidade os comentários que tentavam ser preconceituosos e seguiu cada vez com mais força em busca do seu objetivo.

Ainda que seguisse demonstrando perseverança, Christian revelou que por muitas vezes os comentários que o chamavam de menina fizeram com que ele não se sentisse muito bem e ficasse desconfortável, vindo a sofrer bullying.

Dois anos se passaram e com os cabelos medindo 25 cm, o grande dia chegou. O estado da Flórida amanheceu com o sol mais radiante naquele dia 20 de maio de 2015, enquanto Deeanna Thomas, sua mãe, tirava o carro da garagem para levar o garoto bondoso à sede da "Children With Hair Loss", uma entidade que destina os cabelos doados para crianças vítimas do câncer e de queimaduras.

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Foi devido à rede social da mãe do garoto que o exemplo de resistência e perseverança chegou ao conhecimento da sociedade. Após sua publicação no Facebook informando sobre o feito do filho, veículos de mídia dos Estados Unidos, como Florida Today e Daily Mail repercutiram a História, que se alastrou por diversos veículos de comunicação do mundo.

Sua mãe conta que recebeu até propostas de amigos da família oferecendo dinheiro para que o menino cortasse o cabelo, no entanto, o objetivo do garoto de oito anos era claro: queria somente ajudar as pessoas e não lucrar em cima disso.

Enfrentando as dificuldades do bullying na escola e resistindo ao preconceito estético vindo até mesmo de adultos, o pequeno garoto Christian McPhilamy dá um exemplo de perseverança, solidariedade e altruísmo que, se fosse seguido pelos adultos, poderiam transformar o mundo em um lugar muito melhor.