O racismo, segundo o dicionário, é a crença de que uma determinada raça é superior ou inferior ao outro, que as características sociais e morais de uma pessoa são pré-determinadas por suas características biológicas inatas. Teoricamente pode ser, mas na prática, é bem pior do que isso. Assume diferentes formas em contextos diferentes. Com o passar dos anos, o racismo influenciou as guerras, a escravidão, a formação de nações, e códigos legais.

E a inveja.

Essa semana, a jornalista Maria Julia Coutinho, divulgadora do clima e do tempo no noticiário da Rede Globo, foi vítima de comentários racistas nas redes sociais, os quais não convém repeti-los. A respeito dos mesmos, declarou com muita personalidade: "- Não me abalo. Acho triste, mas sou muito consciente. Cresci numa família que militou no movimento negro. Não perco muito tempo com isso."

Como também dois negros entraram para a história, considerados os melhores de todos os tempos, insuperáveis em seus ofícios, foram vítimas de inveja: O Rei Pelé, com a bola, e Jimi Hendrix, com a guitarra.

Não há justificativa alguma para o racismo, mas o preconceito de qualquer espécie pode ser considerado uma ameaça ou medo de pessoas que diferem umas das outras. Mas, infelizmente pode acontecer em todas as raças e culturas.

No vôlei, dois atletas brasileiros sofreram discriminação sexual e racial em 2012, respectivamente Michael, assumidamente homossexual, ofendido de "bicha" e "gay", e Wallace, oposto da Seleção Brasileira, ouvindo de uma torcedora a infeliz frase "Volta para o zoológico, macaco." No ano passado, o goleiro santista Aranha também foi vítima de preconceito racial num jogo contra o Grêmio, em Porto Alegre.

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Embora essas ofensas machuquem bastante, movimentos e ações contrárias a elas têm sido feitas seguidamente, em represália.

O racismo é uma atitude destruidora, cria divisões na sociedade, é totalmente o oposto do princípio democrático da igualdade e do direito de as pessoas serem tratadas de uma forma justa. Nos anos sessenta, um célebre negro tinha um sonho: que suas quatro pequenas crianças iriam um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter.

Esse sonhador era o americano Martin Luther King Jr., pastor protestante e ativista político, que em outubro de 1964 King recebeu o Prêmio Nobel da Paz pelo o combate à desigualdade racial através da não-violência. Talvez não haja muitos frutos para colher da paz semeada por ele, mas, pelo menos alguns extremamente significantes apareceram: racismo, hoje em dia, é considerado crime inafiançável. E finalmente um negro tornou-se presidente da maior nação do mundo.

São dois resultados memoráveis da luta de Luther King.

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