A Forbes relata a pretensão de uma das fabricantes dos cigarros eletrônicos em expandir a área de atuação em nível internacional. A motivação leva em consideração o aumento do número de jovens seduzidos pela glamourização deste produto. O anúncio foi feito na data de hoje (31 de Julho de 2015). O grupo leva em consideração os elevados valores captados com a distribuição do produto nos Estados Unidos e no Canadá.

Seu e-cigarro, um vapouriser obteve quase 50 milhões de dólares em financiamento a partir de uma variedade de fontes. A investida no mercado internacional pretende aumentar estes valores.

Há diversos alertas colocados nos órgãos de comunicação. Reportagens recentes em programas de destaque do horário nobre ressaltam a periculosidade dos cigarros eletrônicos. São alertas apoiados em pesquisas divulgadas por universidades americanas (Universidade de Portland no Oregon) e publicadas por órgãos de divulgação relacionados com a saúde (England Journal of Medicine).

Eles são enfáticos ao considerar, segundo publicado pela France-Presse que: “aquecido ao máximo e aspirado profundamente, o vapor com a nicotina dos cigarros eletrônicos pode produzir formaldeído, uma substância que o torna de cinco a quinze vezes mais cancerígeno que o cigarro comum”. O lançamento destes produtos com utilização de maconha já é uma realidade.

A Pax Labs ignora estes avisos e pretende se tornar um novo operador para mercados internacionais de nicotina.

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Opinião

O fato deve contribuir para uma maior perturbação no mercado convencional de cigarros. Com o dinheiro arrecadado nos dois países citados, a fabricante planeja divulgar e aumentar as vendas do e-cigarro Juul, já divulgado pela Gizmodo em reportagem publicada pela UOL e que tem um custo de US$ 50. Seus vaporizadores também estão incluídos no projeto de expansão.

Ao anunciar esta iniciativa, o co-fundador e diretor executivo (CEO) James Monsees não quis revelar por qual país a investida no mercado internacional seria efetivada.

Foi revelada a busca de parcerias e divulgado que diversas empresas internacionais estariam interessadas e prestes a efetivar a formação de parcerias.

Alguns observadores, a partir de atividades de inteligência competitiva, apontam a Grã-Bretanha como o primeiro país no qual o lançamento da campanha deve ter início. A data também foi omitida, mas a fabricante espera que o lançamento ocorra ainda este ano.

Ao se considerar a recente ofensiva do governo brasileiro contra o tabaco acredita-se que, em nosso país a iniciativa deverá encontrar adversários ao se levar em consideração o dano que o produto pode causar nos consumidores.

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