A Globalização é um fenômeno da sociedade atual que teve origem na década de 1970 e alcançou mais velocidade ainda, nos anos 80, sendo um processo complexo de integração econômica, social, Política e cultural entre países distintos, ou seja, nada mais é, do que uma necessidade capitalista da conquista de mercados novos, ainda mais se o mercado atual estiver sofrendo de saturação dos mesmos conceitos ditos acima (economia desvalida, sociedade desigual, relações políticas e manifestações culturais dos povos).

Outra característica básica da globalização é que se alguém, por exemplo, espirra na Europa, os sintomas da possível gripe são sentidos na América Latina. Essa teia de Relacionamento global condiciona a interdependência entre as nações tanto de forma positiva quanto negativa.

Caso clássico do abordado acima nos últimos meses e principalmente nos últimos dias é a calorosa negociação entre a Grécia e seus credores europeus e americanos sobre a real veracidade da dívida grega e empréstimos de socorro ao país.

Uma outra pergunta que tem sido veiculada bastante ultimamente é a de quem deve quem? A Grécia deve pagar aos Europeus pelos "papéis podres" emprestados ao Estado Grego (principalmente pelas instituições bancárias da Alemanha e França) depois de 2012 ou a Europa tem uma dívida cultural e de crimes de guerra (principalmente a Alemanha do período nazista) cometidos na Grécia de 1940 à 1945, quando morreram mais de 250.000 gregos?

O mundo é tão um só, que após a vitória do referendo grego em 05/07, tendo o "não" como resposta por parte da maioria da população sobre a continuidade da ajuda econômica européia a Grécia, muitos outros países manifestaram quase que imediatamente palavras de apoio ao governo grego sobre esta decisão revolucionária de enfrentamento no velho continente, que tem conseqüências para todos globalmente falando.

Isto é ou não um sintoma da globalização? Claro que sim! Aqui, mesmo na distante América Latina, os líderes políticos de vários países fizeram circular na imprensa e redes sociais, as felicitações ao governo da Grécia pela vitória do estrondoso Não, da rejeição dos cidadãos helênicos a proposta da Troika, inclusive enviando documentos e cartas oficiais aquele país sobre o ocorrido.

O Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, estando na sede da Assembléia Nacional Venezuelana, disse que a resposta dada pelos gregos no domingo de 05 de julho foi "uma grande vitória contra o financiamento do terrorismo do FMI", dando vivas a Grécia e ao seu 1.º Ministro Alexis Tsipras.

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Paralelamente, a Presidente argentina, Cristina Kirshner, afirmou que o triunfo da Grécia representa o triunfo da dignidade e da democracia e expressou sua "solidariedade com os bravos povo e governo gregos." O Partido Socialista do Uruguai parabenizou através de comunicado que reconhecia a nobreza do povo da Grécia no referendo. Ademais, o Presidente de Cuba, Raúl Castro chamou Tsipras de "valente" em uma carta ao 1.º Ministro contendo também votos de apoio.

O Presidente Evo Morales da Bolívia, falou a Agência Boliviana de Informação que o ganho do Não, trata-se de "uma derrota do imperialismo europeu e o início da libertação dos povos daquele continente" e que o berço da democracia - Grécia - tinha o respeito dele.

Por outro lado, o que a maioria de fato deseja é que todo este alarido não passe mesmo de uma simples gripe sem maiores conseqüências aos vários países e suas populações indefesas e não uma pandemia contagiosa.

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