O Papa Francisco solicitou maior acompanhamento e apoio aos divorciados e separados, tanto pela sociedade como pela Igreja Católica. Segundo o Pontífice, os cristãos não podem condená-los por um Relacionamento fracassado: " Quando um relacionamento amoroso termina, devemos sentir a dor dessa falência, acompanhar essas pessoas que sofrem por amor." disse o Papa ao abordar esse tema no início desse ano.

Ele solicitou aos Sacerdotes Católicos para não tratá-los como "excluídos da misericórdia de Deus". Na apresentação do documento que será debatido no Sínodo dos Bispos sobre a família em outubro desse ano, Papa Francisco afirmou que " existem casos em que a separação é inevitável, inclusive moralmente necessária, para tirar os filhos da violência e da exploração e até da indiferença e estranhamento" e ainda que a separação provoca "feridas profundas" nos filhos.

Para o líder da Igreja Católica, "os filhos não são obrigados a carregar o peso da separação" e que "os pais não devem se excluir da educação dos filhos".

Outra questão em discussão, bastante importante para o Papa, é a proibição aos divorciados de receberem a comunhão e não poderem batizar crianças, entre cerca de sete proibições da Igreja Católica. " É como estivessem excomungados! Precisamos abrir um pouco mais as portas." salientou o Papa em entrevista à um jornal argentino, em janeiro desse ano.

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Afirmou também,que não basta apenas lhes dar a comunhão, é preciso que haja mais integração entre a Igreja e essas pessoas; esta seria a solução para resolver tais problemas.

Nos casos da proibição de serem padrinhos, que se responsabilizam pela criança, com ou sem a ausência dos pais, o Papa refere-se: "O testemunho de um homem e uma mulher que lhe digam: 'Olhe, querido,eu errei neste ponto, mas acredito que o Senhor me ama, quero seguir ao Senhor, o pecado não me venceu, mas eu sigo adiante.' - não há testemunho mais Cristão que esse".

Hoje, a Igreja Católica já concede a anulação de casamentos desfeitos e dá permissão para casamento à casais que estão em novos relacionamentos, sendo contudo, estudados casos separadamente. O encontro dos Bispos deverá analisar o possível fim da proibição de comungar e de batizar, entre outras, das pessoas divorciadas, separadas e casais em união estável.

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