Existe uma grande confusão no entendimento entre ser educado e instruído no Brasil, aliás, pelo brasileiro, que remete em diversas discussões na busca pela sua compreensão. Muitos, na verdade, não conseguem discernir sobre o que é ser educado, instruído ou as duas situações juntas ao mesmo tempo.

Para o brasileiro, existe uma falsa compreensão de quem possuir uma formação superior é digno de ser visto como educado. Definição esta presa a costumes antigos, que sustentam até hoje argumentos como: “É uma pessoa fina e educada, pois tem curso superior”.

Mas, na prática, não é bem assim, diante de exemplos diversos de pessoas de alto nível de instrução, e que demonstram uma grande falta de educação no trato com as pessoas no dia a dia.

Faz entender que, de fato, existe um abismo imenso entre as duas condições humanas.

E o que nos condiciona a discernir corretamente as duas condições? E o que nos faz entender de fato ser instruído? Será que o ser instruído pode ser confundido com o sábio e sensato, e assim se tornar também educado?

Para a sociedade, ser instruído é possuir formação escolar, acadêmica, daquelas que somente são adquiridas por quem estuda e se condiciona a conquistar um diploma de conclusão. Este é o instruído, porém, pode não ser o educado.

O educado é aquele que reúne conhecimentos que podem ser certificados por escola, mas também, conhecimentos básicos da vida, adquiridos em família e em sociedade. Um misto de conhecimento, sabedoria, bom senso, empatia, e outros valores humanos, do tipo que não se compra como um diploma escolar.

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Falo comprar um diploma, por acreditar que para tudo tem um preço, exceto, a educação de berço.

Já o Instruído e educado, este ser “ímpar”, para muitos, consegue ser nutrido de conhecimentos certificados, com uma sabedoria imensa para lidar com pessoas e com o mundo, aquém de seu perfil de conhecimento, e com uma humildade tamanha, que não o permite em momento algum enxergar-se em outro nível dos demais. Acredita está nivelado, na certeza que ninguém é dono da verdade, detentor exclusivo do conhecimento, e melhor que ninguém. Acredita que todos contribuem à sua maneira e com seus conhecimentos para um mundo melhor.

Entender estas diferenças parece difícil, mas olhando fria e cautelosamente, não. Bastamos deixar as vaidades de lado, preconceitos para trás, sepultados em absoluto, e extrair das pessoas o que elas têm de bom, somente isso, e só assim saberemos lidar com as diferenças.