Estava assistindo o excelente programa de TV 'Foro Interamericano' no canal Voz de América pela TV a cabo esses dias.Na pauta, a visita de Dilma Roussef aos EUA, o incentivo as Startups e os casos de corrupção que lançaram dúvidas sobre o poder de liderança do país internacionalmente frente as turbulências internas.

Interessante perceber que as lideranças latinas procuram esmiuçar o Brasil, enxergando um país que nós aqui não temos o privilégio de ver muito pelo lado de fora.

O Brasil quer estabelecer uma presença mais ampla e influente no cenário internacional. Acentuou em 2014 com Dilma abrindo a Conferência da ONU em Nova York, continuou com espaço para discurso na2ª Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos em 2014 (CELAC), em Cuba, e também na edição de 2015, na Costa Rica. No BRICS não discursou, mas intensificou a agenda de articulação e diálogos com lideranças globais.

Em menos de um ano, a comitiva brasileira esteve nos EUA, Rússia, México e anunciaram acordo de US$ 53 bilhões de investimento com a China, direto de Brasília. A agenda multissetorial e diplomática é em busca de parcerias comerciais, mas o que se nota são as tratativas com grandes antagonistas: os EUA querendo manter sua influência no continente e a China buscando estabelecer laços com o Brasil e também influenciar outros países da América Latina.

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Curiosidades Mundo

Para os mais conservadores, é o braço comunista que avança sobre o Mundo. Rússia, China, Cuba e Brasil (e África do Sul?) arquitetam um "blocão" comunista que vai usar o cubano Porto de Mariel, financiado pelo Brasil, como plataforma para essa empreitada.Para os capitalistas é um novo mercado que se consolida para gerar parcerias bilaterais, aquecendo a economia e contornando a crise mundial, passando pelo continente americano.

O Brasil está no Mercosul, no BRICS, na UNASUL, no blocão comunista e estreitando acordos climáticos com os EUA. Se antigamente a busca era por uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, agora o caminho é o fortalecimento comercial e institucional do país.Talvez seja propício o momento para o Brasil se organizar internamente, econômico e politicamente, e mostrar ao mundo que a sua empreitada global reflete também suas ambições próprias e não somente como o grande líder que é sempre postulado pelos vizinhos latinos.

Os avanços desta agenda sentiremos na Conferência do Clima da ONU, o COP 21, em Dezembro na cidade de Paris, no CELAC na República Dominicana, anfitriã da edição de 2016, e no BRICS 2016, na Índia.

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