Recentemente a fotografia de uma criança morta a beira da praia chocou o mundo, a vítima - Aylan Kurdi de três anos de idade é um retrato do cenário atual da Síria e do desespero massivo das pessoas de fugirem do próprio país já devastado e tomado pelo terror, extremismo religioso do Estado Islâmico, fome, mortes, destruição e o medo decorrentes da guerra civil.

A família de Aylanfugia da Síria, onde por sorte conseguiram escapar do EI e seguiam em direção ao Canadá onde residem parentes e familiares.

Na jornada épica de um canto do mundo até o outro, a família não teve tanta sorte em sua travessia e certamente presenciaram um episódio que jamais será esquecido, principalmente pelo único sobrevivente; Abdullah, agora viúvo e sem dois filhos, mulher e crianças vítimas de afogamento.

A história é só mais uma no meio da coletânea de tristezas, desespero e terror do povo Sírio que tenta a todo custo se refugiar em países da Europa, que por sua vez ainda não sabem como tratar a situação.

Temos por tanto um cenário catastrófico onde milhares e milhares de famílias sírias sofrem o suficiente para acreditarem que sair do seu país, atravessar longas distâncias, correr riscos incalculáveis e onde a única certeza é a incerteza acreditam que migrar é a única solução e batem desesperadamente à porta do mundo, e este não sabe como acolhê-los e recebê-los.

A crise é inegável, a guerra está acontecendo e sem previsão de término.

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Curiosidades Opinião

Resta saber agora como organizações internacionais e países vão lidar com isso. Deixar um povo sucumbir no desespero e não oferecer ajuda que necessitam é inviável e desumano, nenhum refugiado é um refugiado por livre escolha e vontade. A imigração tende a ocorrer de qualquer maneira e indivíduos marginalizados tendem a sobrevier a sua maneira, seja por trabalhos que ninguém quer, roubo ou atividades criminosas.

Esperamos que a União Europeia, o Mundo e as Organizações Internacionais saibam gerir e fazer o melhor nesse triste episódio do povo sírio. Uma onda de imigração desse nível ocorreu apenas uma vez na Europa pós-guerra e não sabemos ainda como o velho continente vai alocar, distribuir e oferecer uma nova chance para estas pessoas.

A imigração massiva de sírios para à Europa já é uma realidade. Grandes desafios surgirão em âmbito cultural, social, político e econômico.

A maneira que a UE se posicionar agora pode ser a chance de reconstrução de um povo abalado, cansado e ferido ou a sua sentença de abandono. Torcemos para que os líderes globais sejam aptos nesse momento tão delicado.

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