Atualmente, os noticiários vêm destacando cada vez mais a chegada de imigrantes no Brasil. O fato que mais está chamando atenção volta-se para a relação entre africanos e haitianos com os brasileiros, onde é possível perceber a eventual onda de discriminação para com esses imigrantes. Fato que se comprova com a distinção de tratamento com estrangeiros de outras nacionalidades.

O povo brasileiro no cenário internacional é conhecido como um povo acolhedor e que recebe bem todos os imigrantes, mas isso não está acontecendo na realidade, no caso dos africanos e haitianos, que estão sendo vítimas de racismo no Brasil.

De acordo com o sociólogo Alex Vargem, membro do IDDAB (Instituto do Desenvolvimento da Diáspora Africana no Brasil), em seus países de origem, esses imigrantes enfrentam questões étnicas diferentes das surgidas pelo “racismo à brasileira”.

Além disso, esses imigrantes sofrerem vários tipos de agressões com palavras ofensivas, como: escravo e macaco. Antes, a manifestação ofensiva por meio dos olhares era mais contida, mas hoje, a história vai ainda mais longe, e alguns chegam a sofrerem também agressões físicas, e que, em alguns casos, provocam até a morte do agredido.

Foi o que aconteceu, por exemplo, com o imigrante Fetiere Sterllin, 33 anos, que morava em Navegante. Ele foi espancado e morto a facadas por cerca de dez garotos no ultimo sábado (17).

Muitos dos imigrantes africanos e haitianos encontram no Brasil uma oportunidade de fugirem de seu país natal, em busca de uma vida melhor. No entanto, muitos deles se deparam com a intolerância e a violência.

É preciso muito mais do que pequenas ações, muitas delas ligadas a questões culturais, religião, comida ou de música.

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Opinião

É preciso potencializar o direito desses imigrantes, sendo de fundamental importância o movimento negro de integrar, conhecer e estar juntos a todas as demandas que permita incentivar o respeito, crescimento e adaptação desses imigrantes.

É preciso, por fim, procurar integrar com mais força e determinação estes imigrantes nas questões políticas, pois ainda existe um déficit na agenda de luta programática.

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