As ações populistas e eleitoreiras dos últimos anos da gestão do PT levaram a crise econômica que hoje aflige os brasileiros. Medidas visando a melhoria da imagem da Presidenta às vésperas das eleições, como redução nas contas de energia, aumento nos gastos com programas sociais e educacionais e o excessivo gasto da máquina pública levaram ao desajuste fiscal das contas do Governo.

Contudo, o mais grave em toda esta crise é a incapacidade da atual gestora Dilma Rousseff de conduzir as relações de poderes.

Muito da paisagem negativa vislumbrada pelos brasileiros se dá pela insegurança que a atual gestora tem de lidar com o poder e com os poderes.

A crise é econômica? Sim. É Política? Também. Porém, nenhuma das duas podem ter solução sem a questão da governabilidade ser resolvida. E, diante dos passos tortos que Dilma dá diariamente, ela dá sinais de não ter mais a capacidade de aglomerar em si a liderança necessária para tirar o Brasil dessa crise.

Ela perdeu o apoio do Congresso e da população e pouco resta sustentando-a no Poder. Ela não representa mais o povo brasileiro, assim como a grande maioria dos membros do Congresso Nacional.

Numa tentativa desesperada de tentar retomar as rédeas da governabilidade, voltou ao Palácio do Planalto a figura do Ex-Presidente Lula, que atuou diretamente na reforma ministerial e nos planos de corte de gastos no orçamento 2016.

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Governo Política

Porém, mesmo com tais interferências no comando de governo, não há sinais de melhorias nem na questão política e muito menos econômica. O Governo ainda não conseguiu mostrar uma solução viável para o fim do desajuste fiscal e que possa garantir o retorno do crescimento para o Brasil.

Diante desta situação de "ingovernabilidade" e de falta de confiança da população nos representantes, tanto no executivo, quanto no legislativo, é muito difícil vislumbrar uma saída sustentável para tais crises.

Para encontraruma luz no fim do túnel, se faz necessário uma profunda reforma política com efetiva participação popular e que sejam eleitos novos representantes do povo, tanto no Congresso, quanto para a Presidência da República.

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