Desde o século VIII, a Europa vive tentativas consecutivas de invasão islâmica. Na idade média, a península ibérica foi dominada pelos mouros. Durante o período das cruzadas, o continente europeu foi liberto do domínio muçulmano, embora as tentativas dos cruzados de recuperar Jerusalém não tenha tido o êxito desejado.

Durante os séculos que se seguiram, a Europa e o restante do ocidente mantiveram sua hegemonia cultural e religiosa, entretanto, o desejo de vingança e discurso de ódio aos ocidentais e, sobretudo, a quem não seguia ao islão, sempre esteve presente entre os muçulmanos.

Após os choques culturais ocorridos nos meados do agitado século XX, uma onda do "politicamente correto" e conscientização acerca de outras culturas fizeram o ocidente baixar a guarda, dando assim espaço para que minorias culturais e religiosas em países ocidentais chegassem e fossem aos poucos se instalando em diferentes regiões.

Entretanto, nos anos 70 e 80, o Terrorismo tal como conhecido hoje era algo bem distante a ser temido.

Nesta época, o maior temor da humanidade era o resultado da grande competição política, tecnológica e militar entre os Estados Unidos e a União soviética - a guerra fria. Porém, com o fim da guerra fria e extinção da URSS, no início dos anos 90, o medo mudou de foco. Agora, um inimigo que vinha trabalhando na surdina, ganhou destaque - o terrorismo islâmico.

Após a guerra do golfo, em 1990, o mundo voltou seus olhos ao oriente médio.

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Polícia Opinião

Os ataques suicidas com homens e carros bomba se tornaram populares. Porém, o mundo ficaria atônito diante do maior atentado terrorista da história no início da última década, os atentados de 11 de setembro de 2001. Após os ataques, o mundo percebeu que o terrorismo se tratava de uma ameaça real e, logo em seguida, os Estados Unidos iniciou uma guerra ao terror invadindo o Afeganistão e posteriormente o Iraque.

Depois de cerca de 10 anos de ocupação no Iraque, as tropas americanas deixaram um vazio de poder e isso culminou para que o pior grupo terrorista de todos os tempos surgisse - O estado islâmico. Esta milícia jihadista armada começou a tomar cidades no Iraque e na Síria, impondo o terror e massacrando minorias como cristãos, yazidis e curdos. Logo então o Estado Islâmico começou a destruir monumentos históricos milenares, como a antiga cidade assíria de Ninrud.

Entretanto, o principal objetivo do EI é o restabelecimento do califado fatímida nos moldes do que existia na idade média, reivindicando também o mesmo território, do qual, a Europa faz parte. Há cerca de 3 meses, o estado islâmico afirmou que infiltrou 4000 integrantes entre os refugiados que chegavam na Europa.

Na época, as autoridades europeias tentaram tranquilizar a população dizendo se tratar de boato, pois segundo eles, "terroristas não se arriscariam numa balsa", esquecendo-se que estes agem por ideologia religiosa e têm a morte em decorrência da mesma, como uma glória.

Após os atentados desta sexta,o EI reivindicou a autoria do atentado e avisou ser "apenas o início". Se uma medida dura não for adotada pelos europeus, o continente e o ocidente inteiro estarão fadados aos velhos temores das invasões islâmicas.

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