Muito se comenta em redes sociais atualmente aqui no Brasil sobre a atenção voltada aos atentados de Paris, alguns tentando medir a importância de uma ou de outra tragédia, criticando por alguns estarem dando mais atenção a uma tragédia em Paris e esquecendo de suas tragédias locais.

Seja atentado em Paris, chacina em Fortaleza ou desastres ambientais em Mariana, todos envolvem um clima não desejado por nenhum de nós e a nenhum de nossos semelhantes. O mundo gira e, consequentemente, coisas boas e ruins acontecem inevitavelmente todos os dias.

O fato é que cada um dá a devida atenção ao que lhe convém, não que esteja excluindo as tragédias que vivencia mais perto de onde mora.

Na verdade, tragédias mundiais chamam mais atenção por seus motivos e por todas as circunstâncias que o envolvem, que não obrigatoriamente estão direcionadas somente àquele país, mas que nos envolve mundialmente num sentimento mais subjetivo em que todos nós estamos envolvidos. A religião nos envolve mundialmente. E um fato ligado a ela nos envolve no sentido de procurarmos entender os motivos e, principalmente, entender as teorias que os ativistas/revolucionários tentam impor ao mundo de maneira tão medonha. Um mundo que entendemos ser, hoje – em sua maioria – laico, plural, democrático e moderno, comparado aos tempos antigos.

A Violência está em todos os lugares e praças, medindo de modo grotesco, se é que se pode medir, do menor ao maior grau possível e dos mais variados motivos. O importante é que nós temos que nos firmamos numa linha de pensamento do bem e fazer com que eclodam mais motivos de paz, e não bombas ou revolucionários religiosos.

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Já dizia Voltaire: “É difícil libertar os tolos das amarras que eles veneram”.

Em suma, estamos envolvidos, além de tantos motivos, num barril de pólvora administrados por loucos prestes a explodirem sem nenhuma preocupação. Vamos rezar para que possamos apagar também o fogo dessa bomba da violência local e mundial e do que está escondido em pensamentos retrógrados e antiquados de loucos desconhecidos que caminham todos os dias ao nosso lado, seja perto de nossa casa, no nosso país ou na Europa.