A Pérsia, ou como é chamada nos dia atuais, de Irã, foi e é palco de inúmeros acontecimentos políticos, históricos e culturais através dos milênios. Especificamente em 1979 aconteceu a revolução que estabeleceu a República Islâmica, onde um ano depois, instaurou-se no país a determinação de que todas as mulheres iranianas, independente de religião ou até mesmo nacionalidade, cobrissem os cabelos e silhuetas dos seus corpos quando estivessem em ambiente público.

Ovéu dos islâmicos ou hiyab representa o próprio regime iniciado pelo aiatolá Khomeini e é o centro de disputa entre conservadores e feministas.

Por outro lado, 60% da população iraniana é nascida após a revolução, o que acaba tornando esse ditame do véu algo antiquado para muitos. As mulheres mais voltadas a religião utilizam até o circunspecto chador que encobre de negro o corpo totalmente, mas as mulheres das cidades maiores só usam um mínimo lenço no sentido de contornar um eventual castigo, à exceção dos escritórios do Governo e universidades em que a vigilância das vestimentas é muito mais rigorosa.

Indo de encontro a revolução islâmica, 2 jovens e bonitas atrizes do Irã, nos últimos dias, foram forçadas ao exílio com o risco de serem presas ou mortas se permanecessem no país. Foram chamadas de "imorais" e proibidas de voltar a trabalhar na Televisão estatal. O que fizeram de tão grave para isso? As moças colocaram na internet, uma série de fotos sem usar o véu que é uma obrigação da revolução islâmica.

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A 1.ª atriz foi Sadaf Taherian, refugiada em Dubai, que disse ter feito as fotos como protesto, mas que não esperava ser vítima de tanto assédio agressivo, machista e difamatório do seu próprio povo. A outra atriz é Chakameh Chamanmah que parece encontrar-se nos EUA.

Não foi a 1.ª vez em que acontecimentos semelhantes aconteceram no Irã. Em 2007, Alinejad, que está no exílio, liberou a campanha entitulada Minha Liberdade Oculta também nas redes sociais, onde muitas mulheres do país estão em fotos com cabelos esvoaçantes ao vento.

O Instagram é uma das redes sociais preferidas da juventude no Irã e tem até garotas para lá de desinibidas, mais até do que as atrizes em questão, só que com uma abrangência de circulação pequena se comparada as fotografias das 2 atrizes, que despertaram a atenção do Ministério da Cultura e Orientação Islâmica, onde o porta-voz Hasein Noushabadi disse que “do prisma do ministério, as 2 atrizes não são consideradas a partir de agora artistas e não receberão autorização para atuarem”.

Os atores e jovens querem demonstrar que a felicidade não está no Irã e que o povo local se torna hipócrita debaixo do falso “véu da religião” e que preferem o exílio da pátria natal, a ter que suportar uma sociedade que não consegue conviver com as diferenças de seus cidadãos. Tradição secular ou liberdade de expressão, qual será a escolha dos iranianos?

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