Se existe uma cidade no mundo que tem o poder de dividir opiniões, esta cidade é o Rio de Janeiro, capital do estado homônimo. Não existe cidadão que ache o Rio uma cidade mais ou menos, e não há também como negar a beleza natural que adorna esta cidade que atravessa, às vésperas das Olimpíadas, um grande buraco econômico e uma calamitosa situação na saúde.

Que o Brasil está passando por um momento anormal na história de sua economia, todos já perceberam, mas por quê o Rio de Janeiro continua atraindo multidões, décadas depois da garota de Ipanema ?

Você , leitor, há de concordar que ninguém viaja para outro lugar num final de semana para conhecer os problemas e o lado feio de uma outra cidade, certo ? Que todas as cidades do mundo têm seu lado feio e indesejado, isto é fato. E não fogem da lista cidades como Florença, Paris e Londres, entre outras.

Mas o que atrai o olhar do mundo para o Rio de Janeiro além das olimpíadas de 2016 é a sua espetacular beleza natural, a presença de espírito do carioca, que não deixa a opinião de lado conversando no pier do flamengo numa manhã de domingo.

Aliás, alguém já viu neste mundo vista mais bonita que a que se tem do pier do flamengo numa manhã ensolarada, de onde se pode ver o sobe e desce dos aviões no Santos Dumont, a ponte Rio- Niterói, a imensa baía de Guanabara cintilando sob os raios do sol e inúmeros pescadores tentando a sorte num pequeno pedaço de mundo onde animais, homens e a natureza convivem numa harmonia perfeita.

Passear pelo posto 6 de Copacabana sem falar com Carlos Drummond de Andrade é uma heresia, e quantas não são as pessoas que fazem gentilezas mútuas na intenção de que todas saiam bem na foto ao lado do grande poeta, que continua sentado no mesmo banco, com o mesmo cruzar de pernas.

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E o passeio pelo Arpoador, ali, na divisa de Copacabana com Ipanema, sem tirar uma foto com o maestro Antonio Carlos Brasileiro Jobim e depois subir com a cara e a coragem as pedras do Arpoador, onde Cazuza vagava em sua lua deserta e de onde as pessoas reunidas, batem palma para o sol quando ele se vai, depois de ter iluminado a vida e dado vida a tanta gente... Sem falar no Cristo Redentor, de braços abertos que se vê de qualquer parte da cidade e que te mostra o porque de ser uma das novas sete maravilhas do mundo.

Se você, seja brasileiro ou estrangeiro, ainda tem alguma dúvida quanto a conhecer ou não a cidade maravilhosa, tome como pretexto as Olimpíadas e não se arrependa.

Fica acerteza de que este artigo vai permear sua vida e suas lembranças, quando você ainda pensava em encontrar uma cidade cheia de problemas e desigualdade, como tantas outras no mundo, mas que não são e jamais serão o "Rio de Janeiro, fevereiro e março".

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