Será que os brasileiros fizeram a escolha certa pela permanência do presidencialismo no plebiscito de 1993, ou os eleitores ainda engatinhavam rumo à democracia plena e se equivocaram em sua decisão, após apenas cinco anos da promulgação da Constituição de 1988?

O que se observa de norte a sul do país é uma insatisfação generalizada da população em relação ao cenário político atual, a partir da desmoralização de seus articuladores, à luz dos inúmeros escândalos de corrupção que não param de surgir a cada dia nos meios de comunicação.

A partir daí surge a questão: não estaria o povo brasileiro mais amparado em suas reais necessidades através do parlamentarismo?

Nesse sistema de Governo fica clara a distinção entre as figuras de “Estado” e “Governo”: através do voto universal elege-se o Presidente da República, defensor das garantias fundamentais da população, como por exemplo, acesso à educação, saúde e segurança. Em outras palavras, é como se ele fosse o rei na monarquia, ator principal de um projeto legítimo para todo o povo, norteando a consolidação e desenvolvimento de toda uma nação.

Com relação ao Governo, por sua vez, que é comandado pelo Primeiro Ministro, seu cargo é de apenas um mandatário, nomeado pelo Presidente tão somente para administrar, podendo ser destituído a qualquer momento caso não esteja correspondendo às expectativas e um novo seja indicado, como de fato ocorreu em Portugal há pouco tempo.

Ao contrário do sistema presidencialista atual, no parlamentarismo, não só o Primeiro Ministro pode cair, mas também todo o parlamento, caso os parlamentares não estejam agradando, convocando-se novas eleições gerais para a substituição de seus membros.

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Governo

Até quando o Brasil continuará a ser tratado pela mídia internacional como a República do Impeachment?

A proposta aqui apresentada não se trata de volta à monarquia, mas sim a permanência da república, porém fortalecida através do sistema parlamentarista, passando a limpo o país e suas mazelas, para que todos os cidadãos brasileiros tenham um mecanismo de defesa contra toda uma classe de políticos ineptos, corruptos, que no sistema presidencialista atual a população é obrigada a tolerar até o fim de seus mandatos, anos mais tarde.

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