A fisioterapeuta Marcia Silva conheceu o caso do menino Samuel através da Internet. Incomodada com a situação do caso  (sobretudo com a falta de informações), ela decidiu se mobilizar através das redes sociais, e criou o evento pelo Facebook, que logo teve aderência de outros interessados que também aguardavam informações. Márcia não conhece a família de Samuel, mas decidiu propor o protesto por estar muito sensibilizada com a história. Ela e milhares de brasileiros.

O caso continua repercutindo muito. A falta de novas informações tem incomodado a todos. As fotos e vídeos postados na página "Ajudem o Samuel" (Facebook) foram tiradas do ar pela administração da rede social.

Mas assim que postadas novamente, bastou um pedido da tia de Samuel para que voltassem a compartilhar, e logo aqueles que haviam curtido a página (mais de 180.000 pessoas) refizeram os compartilhamentos. A repercussão popular nesses casos costuma ser muito rápida. O mesmo se deu no início desse mês, com um vídeo de um pai espancando a filha de 3 anos. O vídeo foi feito pela mãe da menina, para ser usado como prova de sua denúncia, e causou revolta na sociedade, sobretudo através das redes sociais.

Ontem (28), na frente do Fórum do Riacho Fundo, em Brasília, mulheres que seguravam seus filhos pela mão gritavam por Justiça, cartazes eram vistos nas mãos de manifestantes, carros que passavam buzinavam em apoio ao ato. O protesto pedia a reversão da decisão da Justiça, e clamava por informações sobre o caso (o Ministério Público já havia declarado segredo de Justiça ao caso).

Os melhores vídeos do dia

Entre as maiores indagações dos manifestantes está a dúvida "Por que o juiz não ouviu Samuel"? No vídeo veiculado na internet, o menino pede para falar com o magistrado, no desespero de pedir para ficar com a mãe.

O homem que o pequeno Samuel chama de "tio" no vídeo é Israel Souza, amigo da família. Ele falou sobre o tratamento do menino, que tomava remédios para amenizar os traumas que teria adquirido vivendo com o pai. Ele conta ainda que a família está muito abalada, e ao mesmo tempo muito surpresa com o apoio que as pessoas estão dando através da web. A mãe do menino está angustiada pela falta de contato, e diz ter medo pelo que seu filho possa estar passando.

Em entrevista ao portal G1, a advogada e professora de Direto Renata Malta disse achar ótima a mobilização da sociedade no caso, mas que isso não deve influenciar uma decisão judicial. Frisou também a importância de levar em conta que o vídeo mostra apenas uma parte da história.

No entanto, apesar dos esforços da imprensa e de pessoas de certa forma envolvidas, "a outra parte da história" ainda não se mostrou interessada em manifestar sua posição.Da decisão do juiz (27/01) até o momento, ninguém conseguiu falar com o pai do Samuel, nem mesmo a mãe do menino, que afirma não ter tido contato com o filho.