Enfim, chegou 2016. Depois de um mês árduo de dezembro, quando as ruas estão tomadas pela euforia da população e pelo consumismo em prol de lindos presentes, que sejam capazes de expressar nossos sentimentos. Lojas e vendedores de toda espécie, na batalha de melhores vendas nesse final de ano. E um 2015 marcado por crises profundas, tanto pelo nosso sistema político, econômico e social, como a da falta de caráter e desequilíbrio humano gritante. A insanidade parece estar caminhando lado a lado com uma "inteligência" distorcida em relação à evolução verdadeiramente humana e coletiva.

Sempre sinto-me muito afetada nesse período festivo, quando uma enxurrada de sensações me envolve diante à fadiga e ao corre-corre festivo, quando paro e reflito, o quanto estamos mecanizados e envolvidos a um sistema de coisas envolvendoe manipulação. E estar cumprindo as regras de um processo natalino capitalista, significa estar a par da sociedade que se contagia de uma alegria exacerbada, como se fizesse questão de esquecer tantas dificuldades sofridas em nosso país.

Esse sistema que nos envolve

Então às 00:00 horas brindamos com familiares e amigos.

Brindamos mais uma vez realizando um ritual de feliz ano novo. Com desejo de paz, alegrias, proteção, felicidades e sobretudo, com um grande desejo de um mundo melhor, mais justo e igualitário. E 2016, nasce carregado de expectativas, que como num passe de mágica, tudo será diferente. Mas, ainda já nesse novo início, as coisas se repetem: violências com mortes, medidas políticas arrochando mais e mais os trabalhadores e a população menos favorecidas. Mais um início, com dívidas contraídas, com despesas nas escolas, pagamentos de impostos e mais impostos, alimentação caríssima, etc.

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Sim, desejamos ter esperanças, viver a paz, o amor, a solidariedade... Desejamos andar com mais fé, realizar, sonhar, fazer diferente, sorrir mais, brindar mais a vida... E pergunto: Em que estou disposto a mudar? Como conquistarei um mundo mais justo e menos egoísta? Qual minha missão para contribuir por um mundo melhor? E na ? Estamos satisfeitos com quem elegemos? Como está sendo minha convivência com meu próximo mais próximo? Essa não estar sendo a sociedade que queremos? E os preconceitos, que a sociedade pratica?

Como estamos amadurecendo com as diferenças? Diferenças de ser, pensar e agir?

Pois bem, assim penso que faremos realmente uma mudança, quando aprendermos a sermos críticos de nós mesmos. Quando formos capazes de nos vermos também algozes de um contexto onde o caos social é gritante. Quando nos conscientizarmos, que é preciso acordar para a nossa responsabilidade social. Que é preciso me tornar um agente ativo, quando se fala em transformar.

O que pensamos sobre as imposições sociais que moldam e manipulam as consciências?

O que refletimos sobre cada momento de crise em nossa conjuntura política e econômica? Como contribuo para fortalecer os aspectos em que não concordo a nível social e político?

Caminhando

Não, a mudança , sinceramente, não é num passe de mágica. A caminhada será longa, as dificuldades trazidas de 2015 pesadíssimas, a falta de paz, de solidariedade, de amor, de caráter, de honestidade é monstruosa. E agora, o que cada um de nós iremos fazer? E de que forma agiremos para que construamos um mundo melhor?

Queremos uma sociedade justa, igualitária, digna, honesta, pacífica e repleta de oportunidades? Creio que sim. E tudo pode ser recomeçado, recomeçado dentro de cada um de nós. Que nesse ano de 2016, sejamos mais lúcidos e mais capazes.

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