Em plena crise no Brasil, com empresas de toda sorte baixando suas portas e milhões de brasileiros contando moedas quando adentram o supermercado, o Governo inicia medidas que prometem reduzir a importação de produtos em solo nacional e, o principal alvo da resolução nº. 5/2016 são os produtos siderúrgicos oriundos da China.

O problema econômico nacional é cenário do cotidiano do brasileiro que labuta diariamente para manter a si e a sua família, que vê a cada dia aumentar o número de desempregados, passa meses na fila à procura de um emprego e milhares de empresas encerrando suas atividades todos os dias.

A crise econômica no Brasil não é uma novidade e já havia sido prevista anos atrás, quando o então presidente brasileiro afirmou que a crise mundial era um tsunami mundo afora, mas que aqui, em solo tupiniquim, seria apenas uma “marolinha”.

Recentemente, a atual presidente da república ponderou que a crise instalada é onda porque a ‘marolinha’ de 2008 não foi controlada como devia.

Controvérsias à parte, é mais do que sabido que boa parte da culpa da crise atual vem de falhas estruturais por parte do governo e quando digo estruturais não digo que o país não seja capaz de atravessar uma crise e superá-la, mas que pessoas despreparadas dirigem as medidas que levaram o país a esta crise e que os gastos do governo são tão grandes que medidas “extras” são realizadas a todo instante a fim de cobrir o déficit nos cofres públicos, dinheiro do povo.

Falando em medidas "extras", no diário oficial da união de quarta-feira (27) foram publicadas 2 resoluções (Resolução nº 2/2016 e 05/2016) que preveem o chamado ‘direito antidumping’ instituindo valores em dólar sobre produtos importados especificamente da China.

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As resoluções já entraram em vigor, assim, mercadorias que saíram há uma semana do continente asiático e estão chegando no porto, estão sendo tarifadas segundo as novas resoluções.

As importações vêm diminuindo de forma avassaladora desde meados de 2014 e sofreu a maior queda em 8 anos, considerando a alta do dólar e as altas cargas tributárias, no ano de 2015.

Não suficiente, o cenário que não é dos mais promissores ainda conta com aumento dos tributos, em todas as esferas, comércio, indústria e até no âmbito doméstico, e muitos benefícios, subsídios e incentivos foram cortados para que o governo pudesse aumentar a receita e abocanhar uma parcela maior da renda da indústria e comércio.

Desde o anúncio oficial sobre a Crise econômica o governo vem galgando esforços para aumentar desesperadamente o fluxo de caixa impondo medidas, editando resoluções e elevando o percentual de tributos já existentes, além de analisar a possibilidade de criar novas taxas/tributos.

Parece improvável para a administração do país pensar na possibilidade de diminuir gastos com as próprias despesas, seja enxugando ministérios, reduzindo benefícios dos parlamentares e outros do alto escalão ou mesmo aumentar o incentivo à produção nacional, o que faria certamente aumentar a competitividade e o consumo de produtos brasileiros e, portanto, a circulação de capital interno.

Afinal das contas, num momento de inflação a toda e juros na estratosfera, a forma de se arrecadar mais e tirar o governo do atolamento das dívidas é aumentar o percentual de impostos e taxas do contribuinte. Repensar a administração? Não, esta não é uma opção.