Os paulistanos têm uma sensação de segurança cada vez menor na cidade de São Paulo, conforme avaliam os Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (Irbem): cerca de3 pontos percentuais menor em 2015.

A pesquisadivulgada em 19 de janeiro, aponta que7% dos moradoresconsideram a cidade "segura" ou "muito segura" - foram ouvidas 1,5 mil pessoas entre 30 de novembro e 18 de dezembro de 2015.

Essa percepção fica ainda mais evidente quando as ações policiais com grande visibilidade mostram as forças do Governo, reprimindo com energia as ações coletivas desarmadas da sociedade, como as passeatas pedindo a redução das tarifas de transporte coletivo.

A Secretaria de Segurança do Estado tem se debruçado sobre as estatísticas de queda nos índices de criminalidade, na comparação com os de anos anteriores,informando aredução da taxa de homicídios em 2015, por exemplo, com o menor número dos últimos 14 anos - cerca de 9,65 assassinatos, de maio de 2014 a abril de 2015, número abaixo das10 mortes por cada 100 mil habitantes, que são o limite considerado “endêmico” pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Entretanto, apesar de haver mais detenções, mais agentes da lei nas ruas, mais viaturas e até melhorias visíveis na infraestrutura de iluminação e de acesso na cidade, o cidadão continua apreensivo com os seus pertences nas vias públicas, com o seu carro estacionado na rua, com os filhos indo à escola e voltando para casanos ônibus lotados e com a presença de marginais nas cercanias de bancos e mercados e com as notícias sobre a corrupção.

Essa certeza de impunidade dos criminosos de que se tem notícia atualmente, até mesmo nos crimes de trânsito, onde se pode atropelar, matar e fugir sem, nem mesmo possuir habilitação ou prestar socorro, sujeito apenas ao pagamento de uma fiança, impede que se a população esteja segura de que o seu ir e vir está protegido do crime.

Os nossos deputados e senadores em Brasília são a única instância que pode corrigir essa facilitação das leis à soltura dos criminosos, impor que menos recursos livrem da pena os que ferem o povo, impedindo que tenham qualquer privilégio se processados, seja porque têm grau universitário, seja porque são primários ou mesmo porque pertencem ao serviço público ou ainda qualquer detalhe que lhes diferencie de todas as vítimas de seus crimes.

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