É como muito louvor que esse artigo é redigido. Não começo aqui com a alusão a realidade das travestis e dos transexuais como os artigos que anunciaram o fato inédito no Brasil. Lugar de travesti é nas universidades, nos postos de trabalho e na sociedade. Os travestis e transexuais que vivem a margem da sociedade já são traçados por seus esteriótipos da violência e da prostituição.

A travesti de São Paulo, Amanda Palha conquistou o primeiro lugar na Universidade Federal de Pernambuco em Serviço Social pelo Sisu.

A travesti deveria estampar todas as capas de jornais e ser encarada como um 'exemplo' aos moldes da sociedade. O caminho para ela não foi fácil assim como não é para quem vive de perto a transfobia, o preconceito é muito maior se direcionarmos os discursos de ódio voltados exclusivamente a população travesti e transexual.

População que sofre com a falta de representatividade e de igual oportunidades no mundo de hoje. A aprovação da travesti, que também é uma militante social é um fato histórico e merece a atenção de todos.

A travesti e o transexual devem ser aceitos pela sociedade

Dentro do universo sexual, a pluralidade de gêneros, orientação e representatividade é muito complexa e um campo de estudos de grande valia no meio acadêmico. A igualdade protelada pelos movimentos LGBTTT é a mesma proferida pelos travestis e transexuais, que possuem uma única vontade, a de ser 'aceito' pela sociedade.

A sociedade discrimina com o olhar, com a palavra e a agressão.

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Ser transexual ou travesti, além de um desafio interior, torna-se maior se deparado com a o preconceito da sociedade. Encontrar um trabalho é difícil, alugar uma casa, a apologia a prostituição e inúmeros esteriótipos são formados diante dos trans e das travestis.

Esse conceito é quebrado por inúmeras barreiras sociais que vem sendo rompidas. O primeiro é o discurso plural sobre sexualidade que a internet possibilita hoje a sociedade.

A discussão de gênero, sexualidade e comportamentos sexuais é amplamente debatida no universo digital.

A internet traz espaço, inclusive para as denúncias de agressão e discurso de ódio. Assim como Amanda Palha, outros atores sociais cumprem hoje um papel de disseminação dos direitos humanos voltados aos transexuais e travestis. Direitos básicos de igualdade, muitos deles incluídos na Constituição Federal, e que a sociedade, patriarcal e machista suprimirampor centenas de anos.

Hoje, a transitoriedade do mundo contemporâneo traz a tona a multiplicidade de discursos, o travesti que hoje é o primeiro lugar em uma universidade federal não foi capa nos jornais. Foi notícia nos veículos de comunicação, mas ainda com aquela imagem associada a marginalização que os trans e as travestis ainda vivem.

Esperamos no mais breve possível que essa situação seja corriqueira, na mesma intensidade que se vira notícia.

Que mais 'pintosas' sejam acadêmicas, que as lutas e as conquistas das minorias prevaleçam neste mundo de dominação masculina. E que a universidade seja um espaço contínuo e plural de ideias formando assim o futuro do Brasil.

Por mais Amandas, por mais cultura LGBTTT e pela criação de um espaço inclusivo na Educação do país. É a presença de Amanda, e de outros milhares de estudantes oriundos de programas de democratização do acesso as universidades brasileiras que acontece a revolução social no país.

As minorias que antes não possuíam equidade de direitos, hoje ocupam os diversos espaços na sociedade pública e privada. E a pluralização deste espaço torna-se uma representação da sociedade em que vivemos. A sociedade exclusiva, branca e dominantemente patriarcal, depois de séculos de poder, perde espaço. Dando lugar a mulher, ao negro e 'favelado', a travesti, ao trans ou a trans, ao gay e a lésbica. Além deles, ao mototaxista que é estudante do ensino superior, circulou na internet, e ao pedreiro que pedalava quilômetros para estudar Direito. Educação é isso, pluralidade em um espaço de formação.

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