O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados tem um novo conceito para orientá-los, a ética do usufrutuário. Para entender esse novo paradigma, reportemo-nos as ideias da Grécia clássica, o berço teórico- filosófico da ética da civilização ocidental. O filósofo Sócrates, considerado o pai da moral racionalista, nos apresentou o conceito de uma ética que decorra da essência do conhecimento, isso quer dizer que venha do cerne da razão humana, ele visava a universalidade da moral alcançada a partir da instrução da verdade.

Platão, seguidor da ética racionalista, aprofundou esta questão nos remetendo para uma ética que busque sempre o afastamento do mundo material, também sustentada pelo conhecimento, essa forma de ser da ética é para o indivíduo que tem uma inclinação para o bem, que se encontra no mundo inteligível, na pura forma da alma, em perfeita contemplação com a verdade.

Aristóteles, centrado na realidade, explica que a ética é em sua essência um ato político.

Ao mesmo tempo em que o homem é um animal politico, também é um animal racional, então teria plenas condições de equacionar suas atitudes, seu agir, tomar suas decisões, assim se tornaria diferente entre os outros animais. Essa operacionalização das ações tem em vista à felicidade.

Depois desta breve, mas necessária, exposição devemos pensar no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e no Presidente dessa Instituição, “excelentíssimo Senhor” Eduardo Cunha, que está sob suspeita e é apontado como mentor de atos ilícitos, comprovadamente com contas na Suíça e também é beneficiário, por causa do mandato de parlamentar, de imunidade, tem o poder de usufruir da coisa pública: casas de luxo, bebida e comida com o dinheiro do povo, roupas, da mais fina estampa, comprada com os nossos impostos, cotidianamente é transportado em aeronaves que passam por cima das nossas cabeça, tudo financiado com os recurso do povo.

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Política

Assim, o Presidente Eduardo cunha, inaugura uma nova ética: a ética do usufrutuário, que tem por definição ter o direito e o dever de usar e gozar da coisa pública sem ser o verdadeiro proprietário.

Mas, então, por que os conselheiros não fazem uma análise pautada na história, na filosofia e mostram para a sociedade brasileira que entendem originariamente da ética e que sabem aplicar as leis preservando assim a moral e a justiça?

Pelo o congresso, ou melhor, pela Política? Seria por que Eduardo cunha é seguidor da ética cristã? Assim sendo, deveria ser julgado nessas condições? Deve o Conselho abandonar completamente a razão humana e dessa maneira deixar que Deus, em sua infinita bondade, julgar uma definição apropriada pelo seu comportamento? Elevar o caso Cunha para a compreensão e os desígnios de Deus não seria cair na ética patrística?

Mais especificamente em Agostinho?

Simplesmente Cunha estarreceu um país inteiro, mostrando-se íntegro, incorruptível perante a ética, agora sabemos como, com uma nova ética, imposta ao conselho, a ética do usufrutuário. Cunha exerceu legitimamente o direito e o dever de usar e gozar de todos sem ter a verdadeira propriedade. Desta forma, abriu o maior dos precedentes para todos os antigos corruptos, esses agora têm o direito e o dever de usar e abusar dos homens de bem, dos cidadãos brasileiros, da sociedade.

Pela ética de Cunha, todos os depravados estão salvos, nesta Nação de Eduardo, o maior representante da ética e dos bons costumes usufrutuária, o bem é para quem faz mal, verdade é para quem mente, liberdade é para quem é utente das leis e sabe gozar delas. Novos tempos, novo paradigma moral, fim de uma era da ética tradicional, clássica no Brasil, graças a Eduardo Cunha, ainda Presidente e membro do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

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