Muitas mães solidarizaram com a dor de Rosilene Batista Silva, mãe do menino Samuel que comoveu a sociedade em um vídeo que chorava muito após saber da decisão do juiz de que ficaria com o pai.

Agora a história tem um novo capítulo. Segundo o portal de notícias G1, a mãe não conseguiu visitar o filho nos últimos dias 13 e 14 de fevereiro, pois o pai se mudou de Capivari para Campinas sem aviso prévio à mãe e sem informá-la do novo endereço.

Eles não possuem a guarda compartilhada do garoto, mas ela tem o direito de visitá-lo a cada 15 dias e falar a qualquer momento.

Segundo o advogado de defesa do ex-marido de Rosilene, o pai havia se mudado para que a casa onde morava passasse por uma reforma, e que iria retornar para o endereço posteriormente. Porém, diante da comoção que o vídeo gerou na sociedade e nas redes sociais, e pelas constantes ameaças e ofensas, acabou permanecendo em Campinas para o bem da criança.

Ainda segundo o site de informações da Globo na internet, o pai se mudou em dezembro, mas a notícia não informa sobre o encontro previsto por Lei entre mãe e filho em janeiro. Segundo o advogado João Guilherme Grous, pela repercussão do vídeo na internet, não seria possível informar a mãe o endereço atual do pai pois isso levaria o tumulto do caso para a vida da criança novamente, mas completa dizendo que ao sugerir outros locais para o encontro da mãe e da criança, ela disse não ser possível.

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A mãe se diz aflita por não ter o novo endereço da criança, não conseguir falar nem encontrar com ele, diante das dificuldades impostas pelo pai, que demonstra ser bom e pacificador na frente de todos, mas que no trato diário é completamente diferente.

Até o fechamento dessa reportagem, a página do Facebook "Ajudem o Samuel" tinha mais de 180 mil seguidores e a última publicação dizia que não iriam mais se pronunciar pois as autoridades do caso, que corre em sigilo, diziam que eles poderiam atrapalhar na solução.

É preciso lembrar aos leitores que as duas partes estão em conflitos de interesses e orientadas por advogados à todo momento. Todas as ferramentas que podem ser usadas serão usadas pelas partes, e isso inclui a mídia, a comoção da sociedade, a desestruturação emocional da outra parte, o ato de dificultar o acesso da mãe "dentro da lei" e etc.

O fato é que no final da história existe apenas um inocente sendo injustiçado, o pequeno Samuel, pois os pais, que deveriam zelar pela sua saúde física e mental, mesmo que separados como marido e mulher, estão negligenciando o direito da criança de ter o pai e a mãe atuando como tal.

E nesse entrave judicial, de fato existe uma alienação parental que exclui a figura da mãe protetora e presente, mas também do pai, que não valoriza a presença da figura materna na vida do filho.

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