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Hoje, 8 de março, é o Dia Internacional da Mulher. Embora a data seja comemorada há muitos anos, algumas pessoas podem não saber a quê se deve um dia específico no calendário para a parcela feminina da sociedade.

Como surgiu o Dia Internacional da Mulher

Bem, do final do século 19 para o começo do século 20, ficaram cada vez mais frequentes as lutas femininas nos Estados Unidos e na Europa, visando, entre outras coisas, melhores condições de vida, trabalho e o direito ao voto. Em 26 de agosto de 2010, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhagen, Clara Zetkin, líder socialista alemã, propôs a instituição de uma celebração anual das lutas por direitos das mulheres trabalhadoras.

A data de comemoração variava entre os dias de fevereiro e março, dependendo do país. Pouco antes do fim da Primeira Guerra Mundial, trabalhadoras russas tiveram seus protestos duramente interrompidos, precipitando a Revolução de 1917, e a data da principal Manifestação foi em 8 de março (23 de fevereiro pelo calendário juliano). Buscando outra razão de origem para a data comemorativa, uma desvinculada da História socialista, surgiu-se a ideia de que a causa da homenagem se deve pela repreensão de mulheres em Nova York, quando em 1857 houve o incêndio criminoso na fábrica do setor têxtil. As autoras francesas Liliane Kandel e Françoise Picq declaram que o mito pode ter partido de feministas da França durante a Guerra Fria.

Grandes mulheres que fizeram história

Seja como for, ao longo dos anos muitas figuras femininas nasceram marcadas por eventos importantes da história.

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Citando algumas: Marie Curie, a cientista polonesa famosa por suas pesquisas sobre radioatividade numa época em que apenas homens podiam frequentar universidades e a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel (duas vezes), tendo sido mencionada em filmes como “Encantada”; Margaret Heafield, diretora de engenharia de software da NASA e uma das pessoas responsáveis pelo Projeto Apollo; Amelia Earhart, a primeira mulher a fazer um voo solo sobre o oceano Atlântico, tendo Amy Adams interpretando seu papel no filme “Uma Noite no Museu 2”; Rosa Parks, conhecida por ser uma ativista que lutou contra a segregação racial.

Falando em ativistas, a mais recentemente conhecida é Malala Yousafzai, paquistanesa ganhadora do Nobel da Paz em 2014 e símbolo de força e resistência ao lutar pela educação de meninas e adolescentes, o que fez com que ela recebesse um tiro na cabeça de talibãs, quando saía da escola, aos 15 anos. Tendo se recuperado, sua autobiografia foi lançada e no fim de 2015 rendeu um documentário lançado nos cinemas.

Tratando-se de nomes históricos no Brasil: Dionísia Gonçalves Pinto, conhecida pelo pseudônimo de Nísia Floresta Augusta, está na lista como primeira brasileira a lutar pela emancipação feminina, sendo considerada a precursora do feminismo no país e reconhecida por alfabetizar jovens e senhoras. Além de também ser uma das primeiras mulheres a publicar artigos em jornais brasileiros.

A presidente Dilma Rousseff lembrou o Dia da Mulher no Twitter, postando mensagens sobre a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, ambas elaboradas para combater a violência contra as mulheres e aumentar a pena dos agressores.