Ele certamente deve ter lembrado da música ‘A cidade contra o crime’, do saudoso cantor e compositor Gonzaguinha. Em determinada estrofe a letra satiriza a situação de desordem e caos em que o Brasil passava no final dos anos 70 e 80.

“Como é que eu dou esse azarão. Eu faço parte desse medo coletivo. já não sei nem se confio na Polícia ou no ladrão. A barra não tá mole não, ladrão já tem que andar com plaqueta de identificação. A dita anda dura mesmo com a abertura!”

E assim aconteceu, segundo denunciou o escritor no facebooke ao jornal Zero Hora.

Ele acusa o abuso de autoridade de dois policiais rodoviários que ostensivamente abordaram o veículo na entrada da cidade de Carazinho no norte gaúcho onde foi para dar uma palestra. "Os agentes foram violentos", denunciou, fazendo-os descer do carro sob a mira de pistolas e muitas ameaças. Junto com o escritor gaúcho viajavam seu produtor cultural, Voltaire Santos e o motorista, Paulo Velenzualla Lima.

Os policiais nem sequer pediram seus documentos, apenas tomaram a precaução de retirar deles os telefones celulares e possíveis câmeras de vídeos.

Fabrício externou nas redes sociais toda sua indignação e vergonha pela qualele e sua equipe foram submetidos diante de várias pessoas que estavam em uma parada de ônibus em uma movimentada avenida central na cidade de Carazinho. Considerou vexatória a ação dos policiais que, segundo suas palavras, “Os policiais não explicaram o motivo da operação, não deram respostas e nos mandaram calar a boca senão mandavam bala”

"Contudo, o que os policiais não contavam era o fato de estarmos vivendo atualmente um verdadeiro‘Big Brother’ mundial onde praticamente em todo lugar existe câmera ou alguém registrando. E foi isso que aconteceu. A desprovida ação foi registrada pelo pessoal que assistia e os agentes não tiveram coragem de tirar deles também os celulares e as câmeras", ressaltou Carpinejar.

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Para piorar a situação e tornar o caso mais cinematográfico, pediram reforço da Brigada Militar.

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