A nobre arte do palhaço, exercitada em pura essência. Tiririca aproxima-se do microfone, a garganta aquece, sua voz será transmitida instantaneamente em rede nacional. No momento de apreensão que antecede sua fala, numa visão cômica do nosso imaginário, misturam-se o presente cenário do Impeachment, com outras doces lembranças, Florentinas. Francisco Everardo Oliveira Silva vota SIM! E fez-se a festa!

Risos e gargalhadas! Dentre todos, o voto de Francisco é comemorado com fervor diferenciado, e até uma espécie de loucura.

Reflitamos profundamente sobre este voto. O Sr. deputado falava como Francisco Everardo, ou como Palhaço Tiririca?

Pensando bem, o Sr. Francisco é o único que possui ainda em mãos, o poder do voto. O poder de redimir-se perante a história, e ser lembrado como o crítico mais lúcido de todo este processo.

Bastaria dizer, senhor excelentíssimo, que naquele momento, votaste como Tiririca!

Encarnando a tua nobre arte, votou “Sim”, pois o palhaço é o artista do erro. É personificação daquele que aceita sua inadequação. É o bobalhão, que precisa dizer de modo sagaz e puro, apenas aquilo que faz a criançada rir com alegria e gosto.

E ali, no seio do Congresso Nacional, plateia mais infantilizada seria impossível!

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Foi com vergonha alheia, inconformidade e ojeriza, que muitos assistimos um a um os argumentos que precediam cada sim. Mas da tua boca, da tua voz, ainda restava uma esperança.E ainda resta!

De fato, Sr. Francisco Everardo tem a chance de entrar para história, enaltecendo sua nobre arte-mãe. Multidões clamam: seja, dentre todos, o mais perspicaz! O mais irônico! Basta dizer aos sete ventos, que naquela plenário de domingo, votaste como Palhaço.

Votaste como Tiririca!

Há tempo ainda, de prender a atenção do público todo. Ensinando que o palhaço é este ser que mora no meio do caminho. Na confusão. Este que guarda o eterno olhar sem mágoa. O que não tem medo da mágoa.

Entre deprimir e sorrir, um pedido de muitas vozes, quase um apelo: Tiririca, nos faça sorrir! Nos faça refletir profundamente! Enalteça tua arte ancestral. Basta dizer, que ali no Congresso Nacional, a atmosfera do Circo estava tão agigantada, que o Sr.

não teve outra escolha. Votou com o espirito do palhaço, o artista do erro! -Sim!

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